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DEPOIMENTO À JUSTIÇA 10.06.2019 | 17h:28

Riva diz que negociação para compra de vagas no TCE foi pedido de Maggi em reunião no Paiaguás

Por: Ana Adélia Jácomo

Reprodução

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O ex-deputado estadual José Riva afirmou em seu depoimento, feito por delação premiada à Justiça Federal, que toda negociação para compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi intermediada pelo então governador e ex-senador da República Blairo Maggi (PP).

 

A audiência foi gravada e os áudios foram vazados para a imprensa. Riva prestou novo depoimento na ação que é conduzida pelo juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, em 15 de março. 

 

Riva detalha reuniões que teve com Blairo no Palácio Paiaguás, onde, segundo ele, teria sido encomendada uma vaga para o ex-secretário de Estado Éder Moraes. Quem, à princípio, seria o nome indicado pelo ex-governador para entrar no tribunal. Contudo, Riva diz que não foi possível liberar a vaga, e Blairo, em um segundo momento, pediu que o ex-deputado Sérgio Ricardo fosse também indicado pela Assembleia ao TCE. 

 

As duas vagas seriam compradas pela bagatela de R$ 11 milhões, com dinheiro vindo de corrupção e superfaturamentos de notas fiscais, feitas por empresas que prestavam serviços para a Assembleia Legislativa. As empresas emitiam, por exemplo, uma nota de R$ 1 milhão, tiravam o valor do imposto, e devolviam 50% do total, a fim de montar um caixa para pagar as transações. 

 

“Quando o governador Blairo Maggi não consegue articular a vaga para o Éder, e não consegue abrir essa segunda vaga, ele libera essa vaga e eu fui chamado pessoalmente no Palácio para ele me falar isso: Ó, pode avisar o Sérgio Ricardo para voltar a conversar com o Alencar porque eu vi que não tem jeito. Só queria um compromisso de você, de a gente levar dois de uma vez. Levar o conselheiro Sérgio e levar o Eder. E aí nós vamos tentar ver uma vaga desses que estão em uma vaga do Estado’, contou o deputado.

Fui chamado pessoalmente no Palácio Paiaguás pelo ex-governador Blairo Maggi

 

Riva continua sua delação afirmando que havia um compromisso com Blairo Maggi, de arranjar uma vaga para Eder Moraes no Estado, e nesse interim a Assembleia deveria votar a ida do Sérgio Ricardo, e continuar tentando angariar fundos para enviar Eder também ao cargo vitalício. Para isso, os R$ 11 milhões foram, em partes depositados, e outra parte (R$ 5 milhões) pagos em dinheiro.

 

“As empresas que trabalhavam com a Assembleia, como por exemplo, Spazio, Amplo, Serpel, Livropel, Exa, Real e Servac, acabavam superfaturando notas para devolver esse dinheiro. Teve com certeza envolvimento dessas empresas, as mesmas envolvidas na Operação Imperador. Os primeiros R$ 3 milhões vieram dessas empresas, e depois bancaram até os R$ 6 milhões para o Sérgio”. 

 

Riva afirmou que o conselheiro Alencar Soares indicava as contas da Agropecuária Matrinchã para o depósito de valores. Alencar fazia a indicação da Agropecuária Matrinchã que indicava as contas para depósito. “É isso mesmo, não tenho muito a acrescentar, até o final eu acompanhei pari passu. Até o momento que o Alencar ficou chateado porque teve que esticar o prazo dos pagamentos, mas foram todos pagos”, revelou o ex-deputado. 

 

Entenda o caso 

 

José Riva afirma que a vaga custou no total R$ 11 milhões. Isso porque Alencar Soares teria recebido R$ 4 milhões via Eder Moraes e Júnior Mendonça - o primeiro delator da Operação Ararath - após o então governador da época Blairo Maggi ter interferido na negociação para tentar emplacar Eder na vaga. 

 

Após não conseguir tal negociação, Sérgio Ricardo e Alencar fecham o valor da compra da vaga em R$ 11 milhões, sendo que Sérgio Ricardo paga R$ 6 milhões e José Riva assume o repasse dos outros R$ 5 milhões, via Assembleia Legislativa em contratos superfaturados. Sérgio Ricardo está afastado das funções de conselheiro desde janeiro de 2017 por uma decisão da justiça de Mato Grosso. 

 

Em setembro de 2018 ele é afastado novamente, sob acusações de ter cobrado propina do ex-governador Silval Barbosa para aprovar suas contas de governo e liberar obras da Copa do Mundo de 2014. 

 

A reportagem manteve contato com Eder Moraes, mas ele nega todas as acusações. 

 

A assessoria de imprensa do ex-senador Blairo Maggi disse que ele não vai comentar o assunto.

 

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COMENTÁRIOS

marta - 11/06/2019

blairo maggi silval, eder, alguns dos usurpadores de mt quando estavam no poder, esse blairo maggi, não voto nele, silval a mesma coisa, só oportunistas.

1 comentários

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