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ENTREVISTA AO VIVO 08.03.2019 | 18h:54

Senadora se diz vítima de vingança e perseguição por parte de políticos de MT

Por: Ana Adélia Jácomo/ O Bom da Notícia

Gláucia Almeida

Gláucia Almeida

Em entrevista exclusiva transmitida ao vivo pelo site ‘O Bom da Notícia”, a senadora por Mato Grosso e juíza aposentada, Selma Arruda (PSL), afirmou nesta sexta-feira (8), que acredita ser vítima de uma possível conspiração.

 

A ‘vingança’, segundo ela, seria encabeçada por políticos que precisam resgatar o foro privilegiado, outros que atualmente estão fora do poder e  amargam a invisibilidade, e ainda pessoas que foram julgadas por ela em ações ligadas a desvios de dinheiro público, enquanto comandava a 7ª Vara Criminal de Cuiabá. As declarações foram dadas no estúdio do site à jornalista Marisa Batalha, editora-chefe do portal.

 

Selma está sendo investigada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), por suspeita de caixa 2, abuso de poder econômico e gastos de campanha fora do período eleitoral. Ela é alvo de três ações na Justiça Eleitoral, sendo duas delas movidas pelo ex-vice governador Carlos Fávaro (PSD) e pelo advogado Sebastião Carlos (Rede), ambos concorreram ao Senado na última eleição em 2018. 

 

“É uma ação longa, complicada, que começou depois de uma extorsão que eu não aceitei, que foi a distribuição de uma ação monitória a respeito de um contrato com uma agência de publicidade. Só que aquele contrato, as datas, não correspondem com nada do que efetivamente foi combinado. Na época, nem havia contrato na verdade. Se prestava um serviço e eu pagava esse serviço. Era assim”. 

 

Prefiro ser cassada e voltar pra casa, do que entrar nesse jogo, de ter que dançar essa música

O autor da ação cível é o empresário Luiz Gonzaga Rodrigues Júnior, mais conhecido como Júnior Brasa. Ele diz, na ação, ter recebido R$ 1.030 milhão, mas que ainda restou uma dívida de R$ 1.160.731,82, incluindo uma multa por rescisão de contrato. 

 

“Quando resolvi sair da coligação do PSDB, eu declarei que ali haviam pessoas que tinham sido delatadas e eu não coadunava de estar no mesmo palanque que essas pessoas. Eles se juntaram a este rapaz, o publicitário Júnior Brasa da Agência Genius, e ele colocou essa ação no Fórum. Vinte minutos depois, o advogado do Nilson Leitão (ex-deputado federal do PSDB) acessou o processo e, em menos de 12h, essa mesma ação foi reproduzida aqui no TRE”. 

 

Selma afirmou na entrevista, que vem sofrendo inúmeras pressões, no entanto, optou por se manter ‘isolada politicamente’. “Prefiro ser cassada e voltar pra casa, do que entrar nesse jogo, de ter que dançar essa música”, disse ela.

 

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO 

 

As provas e argumentos apresentados pelos adversários dela no pleito têm como base principal essa ação de cobrança que o empresário ingressou contra a senadora, para o recebimento de dívida pela empresa dele, a Genius At Work Produções Cinematográficas Ltda., durante a campanha da candidata.

 

O empresário anexou à ação cópias de cheques pessoais da candidata nominais à empresa dele, após a contratação em abril deste ano para prestação de serviços de propaganda, marketing e publicidade eleitoral para a candidatura ao Senado, entre abril e agosto, pelo valor R$ 1,8 milhão. Pela segunda etapa do serviço, de agosto a outubro, foram cobrados R$ 900 mil. 

 

“Tem como fazer caixa dois com cheque seu, da tua conta, cruzado, assinado? Caixa dois é a história da malinha cheia de dinheiro, que você paga por fora, que não tem lastro. No meu caso, eu fiz gastos antes da campanha, o que não é proibido. O que eles contabilizaram como caixa dois é uma montagem, é uma armação”. 

 

cheque selma

 

Enquanto juíza, Selma condenou o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, a 13 anos de 7 meses de prisão por concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Da mesma fora, ela foi a responsável pela prisão do ex-deputado estadual José Riva. Ele foi condenado a 26 anos e recebeu multa de R$ 37,2 milhões pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. 

 

“Não é vingança só de políticos, ou de quem quer concorrer para ocupar minha vaga no Senado, mas também daquelas pessoas que estão interessadas em se vingar pelo que eu fiz enquanto magistrada. O próprio juiz do Tribunal Regional Eleitoral [Ulisses Rabaneda] foi advogado do Silval durante todo o processo. Ele é amigo íntimo do Francisco Faiad [advogado e ex-secretário de Estado de Administração] que eu mandei prender, então hoje eu me deparo com tanta gente que mandei prender e que que, sobretudo, desmantelei as negociatas, acabando com a mamata de muitos”.

 

“Se eu não tivesse encarado e 'peitado' a situação, até hoje estaríamos do mesmo jeito, sem recuperar a quantia de bens e dinheiro que recuperamos. Eu estaria de bem com todo mundo, sendo abraçada. Mas como botei a ‘cara a tapa’, querem colocar nome na lama”, disse ela.

 

Assista a íntegra da entrevista abaixo:

 

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