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'JUDICIÁRIO PORCO E VENDIDO' 02.08.2019 | 09h:51

Sintep considera fala infeliz, mas manifesta apoio incondicional à professora

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

Foto Sintep

greve

 

Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) asseguraram que a entidade manifestará apoio de forma incondicional à presidente do Sintep de Sinop (500 km de Cuiabá), Maria Aparecida Lopes Moreira, que pode ser pocessada pela Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam).

 

Após a docente ter chamado pela rede social o Judiciário de "porco" e ainda que o governador Mauro Mendes (DEM) teria comprado uma liminar para encerrar a greve da categoria, que já dura dois meses.

 

O presidente da entidade Valdeir Peres destacou que ação judicial "só quem responde é o sindicato", e que se houver um movimento nesse sentido o Sintep estará pronto para tomar as contramedidas judiciais em favor da professora.

 

"Então cada pessoa que achar qualquer coisa pode procurar o Judiciário para responder. Chegando a demanda no sindicato, nossa assessoria jurídica vai tratar dela", disse em entrevista ao Bom da Notícia.

 

Já o diretor estaudual do Sintep, Henrique Lopes, entendeu que a fala da colega foi infeliz, principalmente em relação as ofensas. 

 

Acrescentou que sindicato "não assinará embaixo" a fala da professora, mas ponderou que, de fato, existe um histórico de venda de sentaças no judiciário mato-grossense, e que isso não é novidada para nínguém, segundo o professor. 

 

"Nós iremos nos solidarizar de forma incondicional no apoio a professora, e o sindicato irá fazer a sua devida defesa, em uma eventual ação judicial", ressaltou o Lopes.

 

O deputado Lúdio Cabral (PT), um dos parlamentares que apoia o movimento dos professores, destacou que as pessoas precisam entender o contexto da situação e avaliar que a fala da professora "é de sofrimento", "é de quem está há mais de dois meses sem receber salário, sem dinheiro para pagar contas de luz, água e comprar alimentos".

 

Nós iremos nos solidarizar de forma incondicional no apoio a professora, e o sindicato irá fazer a sua devida defesa, em uma eventual ação judicial", ressaltou o Lopes

Para ele, é o governador quem precisa entender a gravidade da situação e apresentar de uma vez por todas uma proposta para colocar fim a greve.

 

"Porque a grau de sofrimento das pessoas pode chegar a um ponto da gente ter um tragédia nessa greve", alertou o parlamentar.

 

Entenda

 

Na quinta-feira (1º), a Amam afirmou que ingressará com medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, "para apurar e responsabilizar a professora, quanto às declarações em um aúdio que vazou de um grupo de WhatsApps dos grevistas.

 

No audio ela faz as seguintes declarações contra a liminar do Tribunal de Justiça que declarou a greve abusiva.

 

"Na verdade era esperado. A gente até achou que ele [Mauro Mendes] demorou muito para recorrer ao Judiciário, né? Pra comprar uma ação, uma liminar, contra a nossa greve. Ele esperou muito, sessenta e poucos dias... Na verdade assim: nunca, nunca na vida, esse sindicato promove uma greve, e quando parte pra Justiça sai uma ação que nós estamos com a razão. Nunca saiu e nunca vai sair", disse.

 

"Os desembargadores e juízes não estão com a a gente, eles estão com o Governo, isto está claro, só não vê quem não quer e o Sintep vai recorrer com certeza, como sempre fez, e isso vai protelando, termina a greve, passa anos e anos e a gente nunca paga multa, nunca paga nada, porque o trem caduca lá", emendou a professora.

 

O presidente da Amam, o juiz Tiago Abreu, considerou que as declarações da professora ofedem a honra de todo o Poder Judiciário.

 

“Somos defensores da liberdade de expressão. Contudo, discursos meramente difamatórios não podem ser aceitos sob esse pretexto. No estado democrático de Direito se pode muito, mas não tudo”, criticou.

 

O magistrado acrescentou que "medidas já estão sendo tomadas pela associação, que atua na defesa da magistratura, para garantir a reparação dos danos causados".

 

Leia a nota na íntegra

 

A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) irá ingressar com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para apurar e responsabilizar a presidente municipal do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Sinop, Maria Aparecida Lopes Moreira que, em um áudio veiculado pela imprensa, acusa um integrante da magistratura, além de ofender a honra de todo o Poder Judiciário.

 

Em áudio que circula no WhatsApp, a sindicalista afirma que o Governo do Estado demorou para recorrer ao "Judiciário porco" para "comprar uma liminar" encerrando a greve. A fala da sindicalista é uma reação a decisão do TJ, desta terça (30), na qual declarou a greve 'abusiva'.

 

O presidente da entidade, juiz Tiago Abreu, repudia as afirmações feitas pela dirigente do Sindicato e considera grave o fato de a sindicalista ofender a honra de magistrados, sem apresentar fatos que comprovem tais acusações. “Somos defensores da liberdade de expressão. Contudo, discursos meramente difamatórios não podem ser aceitos sob esse pretexto. No estado democrático de Direito se pode muito, mas não tudo”, diz o presidente da Associação dos Magistrados.

 

Ele também lamenta que um dirigente sindical, que representa professores, utilize de um linguajar tão grosseiro para manifestar suas opiniões.

 

“Entendemos que uma pessoa em posição de liderança não deva, jamais, fazer acusações tão sérias como a de venda de sentença e parcialidade sem apresentar provas. Por isso, medidas já estão sendo tomadas pela associação, que atua na defesa da magistratura, para garantir a reparação dos danos causados”, afirma.

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