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'PRISÃO EM MASSA DE PROMOTORES' 09.08.2019 | 14h:07

Turin chama de inaceitável fala atribuída ao presidente da Amam sobre prisão no MP

Por: Marcio Camilo - O Bom da Notícia

Reprodução/Web

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O presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), promotor de Justiça Roberto Turin, classificou como "leviana" e “inaceitável” o áudio atribuído ao presidente da Associação dos Magistrados (Amam), Tiago Abreu, que teria dito - por meio de uma mensagem feita por celular -, que pode ocorrer em Mato Grosso "a primeira prisão em massa de promotores de Justiça", supostamente envolvidos no esquema da escutas ilegais conhecido como "grampolândia pantaneira".

 

O áudio foi obtido nesta quinta-feira (09), pelo portal online do Correio Braziliense. Abreu enviou a mensagem para um colega magistrado de Brasília. Na conversa diz que uma organização criminosa se instalou no Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado] do Ministério Público, com aparato institucional, para promover os grampos ilegais com objetivo de fazer “perseguição política”.

 

"Se verdadeiras, as afirmações atribuídas ao juiz Tiago Abreu, presidente da Amam, expõe não só uma leviana e superficial apreciação dos fatos, como também é um inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso, além eventual prática de condutas típicas de difamação e calúnia", disse Turin em nota enviada à imprensa, nesta sexta-feira (09).

 

Destacou que a associação reafirma a confiança no trabalho realizado pelo Gaeco, na obtenção de provas de formar legal e eficiente, "em diversas investigações e operações complexas, empreendidas contra redes de organizações criminosas que surrupiaram milhões dos cofres públicos".

 

No entanto, Turin ponderou que a AMMP apoia a apuração rigorosa de todos os fatos citados na grampolândia, inclusive envolvendo promotores de Justiça.

 

"[...] Reafirmando, até efetiva comprovação de qualquer conduta ilícita, sua plena confiança na lisura da conduta dos Promotores e Procuradores de Justiça que integraram o Ministério Público do Estado de Mato Grosso", ressaltou.

 

Leia a nota na íntegra:

 

A ASSOCIAÇÃO MATO-GROSSENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO (AMMP), em razão das recentes matérias divulgadas nos órgãos de imprensa nacional e de Mato Grosso, de suposto áudio atribuído ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, onde (i) imputa o envolvimento de Promotores e Procuradores de Justiça no esquema de interceptações irregulares de telefones,; (ii) acusa o GAECO de compor uma organização criminosa; e (iii) conjectura a prisão em massa de Membros do Ministério Público de Mato Grosso, cumpre repudiar com veemência o conteúdo das falas divulgadas e esclarecer a sociedade para os seguintes fatos:

 

1 - Se verdadeiras, as afirmações atribuídas ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, expõe não só uma leviana e superficial apreciação dos fatos como também um inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso, além eventual prática de condutas típicas de difamação e calúnia.

 

2. Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário como instituição e, até prova em contrário, acreditamos também na juridicidade e licitude dos atos de seus membros no exercício da Jurisdição, por isso é absolutamente indigna de crédito e merece total repúdio a insinuação de que, na surdina, à margem da ética e do devido processo legal, estaria sendo articulada, uma ilegal, arbitrária, desarrazoada, injusta e imoral prisão em massa de Promotores de Justiça no Estado de Mato Grosso.

 

3 - Reafirmamos nossa confiança e reconhecimento no trabalho realizado pelo GAECO na obtenção de provas, de forma legal e eficiente, em diversas investigações e operações complexas empreendidas contra redes de organizações criminosas que surrupiaram milhões dos cofres públicos.

 

O GAECO sempre combateu as organizações criminosas sendo absolutamente descabida e infundada a afirmação de que o grupo seria parte integrante de uma delas.

 

4 - Os valores que inspiram o Ministério Público compreendem o Direito como origem do ideal civilizatório. A causa que move seus integrantes é a defesa do regime democrático, da ordem jurídica e dos interesses superiores da sociedade, não se admitindo interna e externamente transgressão a esses preceitos.

 

5 - A AMMP apoia a apuração rigorosa e integral de todos os fatos citados nesse triste episódio denominado popularmente como GRAMPOLANDIA, reafirmando, até efetiva comprovação de qualquer conduta ilícita, sua plena confiança na lisura da conduta dos Promotores e Procuradores de Justiça que integraram o Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Direção da AMMP Gestão Atitude e Participação. 

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