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'SELMA ESTÁ SENDO PRESSIONADA' 11.09.2019 | 17h:40

Vice-prefeito sai em defesa de senadora, aponta perseguição e reafirma convite ao Podemos

Por: Marisa Batalha - O Bom da Notícia

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O vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro (Podemos), saiu nesta quarta-feira (11), em defesa do senadora por Mato Grosso, Selma Arruda, ao classificar como possível retaliação, o parecer dado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em favor da cassação de seu mandato por caixa 2 e abuso de poder econômico, proferida pelo Tribunal Regional.

 

Ao citar - que caso sejam verdadeiras algumas informações que circularam esta semana em nível nacional -, de que a senadora mato-grossense estaria sendo pressionada no Congresso então, claro, ela poderia, sim, estar sendo alvo de perseguição política.

 

Apontando dentre as notícias veiculadas a do site O Antagonista, em que o autor da CPI da Toga no Senado da República, Alessandro Vieira, teria confirmado que colegas estariam sendo pressionados. 

 

Chegando o portal a nominar a senadora mato-grossense dentre os congressistas que estariam sofrendo a pressão e, que caso ela não retirasse sua assinatura da Comissão, poderia ter a cassação do seu mandato confirmada pelo TSE.

 

Niuan pontua que, possivelmente, seria por conta desta rota de colisão com alguns membros do PSL que a senadora teria se reunido, na semana passada, com a cúpula do Podemos em sua casa em Chapada dos Guimarães e ainda almoçado hoje, em Brasília, com um dos caciques da sigla e seu colega de Casa, Álvaro Dias, que vem 'costurando' a possibilidade de trazê-la, em breve, para o partido

O site ainda revela que o senador Flávio, filho do presidente Jair Bolsonaro, teria ligado para a pesselista esta semana, pedindo a retirada da assinatura no requerimento que tenta pela terceira vez criar a CPI da Lava Toga, no Senado da República.

 

A informação desta 'suposta briga', ainda pontuou Niuan, em conversa com o site O Bom da Notícia foi confirmada nesta quarta, pelo deputado estadual do partido da senadora, Silvio Fávero. O parlamentar teria admitido ao site Midia News, que a senadora estaria tendo divergências com o senador Flavio Bolsonaro nas últimas semanas, por conta da CPI da Toga, no Senado.

 

Mas evitando detalhar as conversações que seu partido vem mantendo com a senadora, Niuan pontua que, possivelmente, seria por conta desta rota de colisão com alguns membros de sua legenda que a parlamentar teria se reunido, na semana passada, com a cúpula do Podemos em sua casa em Chapada dos Guimarães (68 km distante de Cuiabá). E ainda teria almoçado hoje, em Brasília, com um dos caciques do Podemos, e seu colega de Casa, Álvaro Dias, que vem 'costurando' esta possibilidade de trazê-la, em breve, para o partido.

 

"Na condição hoje de presidente do diretório de Cuiabá do Podemos sabemos da força que representa a vinda da senadora para nossa sigla. Junto com o deputado federal José Medeiros, que comanda a sigla em Mato Grosso, esperamos que a direção nacional da legenda encontre uma agenda para breve, pois aqui, já estamos preparando uma festa para tê-la como correligionária", ainda revelou.
 

A notícia de uma possível desfiliação da senadora mato-grossense foi veiculada no dia 29 de agosto, na coluna de Guilherme Amado, da Revista Época”. Por meio de nota, Arruda admitiu ao colunista que estaria pensando seriamente em deixar a sigla de Bolsonaro, mas não da base de apoio do presidente.

 

O presidente do Podemos na capital ainda apontou como lastimável para o Estado, uma suposta perda do mandato de Selma. Ressaltando que os quase 680 mil votos em Mato Grosso, 150 mil deles em Cuiabá, assegurados pela senadora, foram de eleitores, de cidadãos comuns que buscaram uma mudança no 'fazer político'. E que como advogado não vê 'dolo, nem tampouco, má-fé', ao frisar que as novas regras eleitorais têm vácuos jurídicos que precisam ainda ser discutidos.

 

"A dra Selma fez uma campanha de sucesso ao incorporar o mote anticorrupção, se conectando com um antigo anseio da população. Isto precisa ser levado em consideração, pois na pior das hipóteses, se ocorrer uma cassação, isso seria muito mal interpretado pela população. E ela ganharia ainda mais credibilidade e força do que já tem hoje. E é preciso que ninguém esqueça que na Constituição está escrito que o poder emana do povo, e foi ele[o povo] quem a colocou lá ”.

 

Entenda o caso

 

Em abril deste ano a juiza aposentada e atual senadora pelo PSL, Selma Arruda, foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e, igualmente, seu suplentes, Gilberto Possamai, sob o argumento de omitirem da Justiça Eleitoral despesas de R$ 1,2 milhão na campanha de 2018, configurando caixa dois e abuso de poder econômico. Ela recorre da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no exercício do cargo. 

 

Nesta terça-feira (10), a senadora foi surpreendida com o parecer dado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge (10), onde defende que o Tribunal Superior Eleitoral mantenha cassação do mandato da congressista, proferida pelo Tribunal Regional. Por meio de nota, a senadora mato-grossense manifestou sua estranheza pelo fato de os autos terem ido ao Ministério Público Federal nesta terça [10/09] e ser dada uma definição quanto ao seu destino político em parecer, com 75 laudas, no mesmo dia [10].

 

Para a juiza aposentada e atual senadora “há um sério indicativo de que o parecer já se encontrava pronto, por encomenda, ou que a procuradora geral da República, Raquel Dodge, não tivesse mais nada a fazer, senão debruçar sobre a análise de seu mandato, já que entre argumentos e justificativas, são 75 laudas em que a PGR se posiciona a favor de sua cassação. "Únicas hipóteses que justificariam tal concomitância”.
 

Selma Arruda ganhou notoriedade nacional pela sua atuação na 7ª Vara Criminal de Cuiabá como magistrada. Sobretudo, por ter colocado atras das grades algumas personalidades políticas de Mato Grosso, como o ex-governador Silval Barbosa que ficou quase dois anos preso no Centro de Custódia de Cuiabá e só deixando a cadeia por conta de sua delação, aceita no Supremo Tribunal Federal e conhecida como 'delação monstruosa, dita pelo ministro Luiz Fux. 

 

(Foto: ilustração)

O Antagonista - Selma Arruda.png

 

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