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EM ROTA DE COLISÃO 13.03.2019 | 13h:35

Wilson e Kleber desmentem senadora e afirmam à PF não ter conhecimento sobre extorsão

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) e o jornalista Kleber Lima foram arrolados como testemunhas numa ação que investiga suposta extorsão sofrida pela senadora Selma Arruda (PSL), durante o pleito de 2018. Contudo, os dois negam qualquer ligação com o fato. 

 

Selma está sendo investigada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), por suspeita de caixa 2, abuso de poder econômico e gastos de campanha fora do período eleitoral. O autor da ação cível é o empresário Luiz Gonzaga Rodrigues Júnior, mais conhecido como Júnior Brasa. Ele diz na ação ter recebido R$ 1.030 milhão, mas que ainda restou uma dívida de R$ 1.160.731,82, incluindo uma multa por rescisão de contrato. 

 

Wilson e Kleber estiveram na tarde dessa terça (12) na sede da Polícia Federal (PF) para prestar esclarecimentos, mas negaram presenciar qualquer tentativa de extorsão contra Selma. Wilson afirmou nesta manhã (13), que não entende ad razões pelas quais Selma estaria usando isso em sua defesa e disse que a parlamentar não terá “guarida”.

 

“Tenho quase 40 anos de vida pública e nunca me deparei com uma situação dessa. Depus ontem e eu e Kleber Lima.  Nós, nunca da parte do empresário Junior Brasa, presenciamos nenhuma extorsão. Eu votei na senadora Selma. Trabalhei por ela, usei o nome dela em meus materiais até a retal fina. Foi uma surpresa. Ela deve está usando isso em sua defesa, mas não vai encontrar guarida. Não tenho a menor noção de onde ela tirou isso”, disse o tucano.

 

Confira as declarações do Dep. Wilson Santos:

 

 

“É uma ação longa, complicada, que começou depois de uma extorsão que eu não aceitei, que foi a distribuição de uma ação monitória a respeito de um contrato com uma agência de publicidade. Só que aquele contrato, as datas, não correspondem com nada do que efetivamente foi combinado. Na época, nem havia contrato na verdade. Se prestava um serviço e eu pagava esse serviço. Era assim”, disse Selma em entrevista concedida ao site (Leia AQUI).

 

Ela deve estar usando isso em sua defesa, mas não vai encontrar guarita

Ao site  O Bom da Notícia, Kleber Lima, disse que não presenciou nenhum tipo de extorsão. Mas  não quis entrar em detalhes sobre o caso. Wilson comentou que Júnior Brasa é um amigo e que nos anos 80 o empresário foi aluno dele. O parlamentar disse estar tranquilo e fez o depoimento à Polícia Federal que durou 10 minutos.

 

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

 

As provas e argumentos apresentados pelos adversários dela no pleito têm como base principal essa ação de cobrança que o empresário ingressou contra a senadora, para o recebimento de dívida pela empresa dele, a Genius At Work Produções Cinematográficas Ltda., durante a campanha da candidata.

 

O empresário anexou à ação cópias de cheques pessoais da candidata nominais à empresa dele, após a contratação em abril deste ano para prestação de serviços de propaganda, marketing e publicidade eleitoral para a candidatura ao Senado, entre abril e agosto, pelo valor R$ 1,8 milhão. Pela segunda etapa do serviço, de agosto a outubro, foram cobrados R$ 900 mil.

 

“Tem como fazer caixa dois com cheque seu, da tua conta, cruzado, assinado? Caixa dois é a história da malinha cheia de dinheiro, que você paga por fora, que não tem lastro. No meu caso, eu fiz gastos antes da campanha, o que não é proibido. O que eles contabilizaram como caixa dois é uma montagem, é uma armação”

 

O OUTRO LADO

 

A reportagem manteve contato com a senadora Selma, por meio de sua assessoria de imprensa, que informou que Kleber disse a Selma que foi procurado pelo Wilson Santos, dizendo que o Brasa ajudaria a senadora em audiência, se ela lhe desse 600 mil. “Se isso não é extorsão, sinto muito por ambos", disse Selma por meio de nota. 

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