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CPI DA SONEGAÇÃO 25.02.2019 | 15h:28

Wilson não é confiável o suficiente para presidir CPI, diz deputada

Por: Ana Adélia Jácomo/ O Bom da Notícia

Após o deputado Wilson Santos (PSDB) apresentar requerimento para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) - da Sonegação Fiscal -, a vice-presidente da Casa, Janaína Riva (MDB), afirmou nesta segunda-feira (25), que não considera o tucano “confiável suficiente” para presidir a investigação.

 

Em entrevista à Rádio Capital FM, ela declarou que não é a única deputada dentro da Assembleia que não vê o nome de Wilson com bons olhos para conduzir a investigação.

 

“Na verdade, eu sou contra o Wilson ser presidente da CPI. Quando o requerimento é apresentado por ele, o direito passa a ser dele de ser presidente. Eu gostaria que fosse o Thiago [deputado Thiago Silva –MDB], porque ele está numa posição mais intermediária. Eu respeito muito o deputado Wilson Santos, mas não o considero confiável suficiente para ser presidente dessa CPI”, disse ela Janaína disse que perdeu a confiança em Wilson após ele desempenhar um trabalho duvidoso à frente da Comissão de Constituição e Justiça, que indicou Guilherme Maluf (PSDB) à cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).  

(Foto: AL-MT)

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“Não sou só eu que tenho essa desconfiança, tem vários deputados que concordam que o Wilson não é o nome ideal para ser presidente. O Thiago pode propor e terá oito assinaturas para propor a CPI. Eu assinei a CPI proposta pelo Wilson porque achava que ele faria um trabalho sério, mas depois do que o Wilson fez na condução do trabalho da CCJ e que era um trabalho pró-governo também, porque ele estava apoiando o candidato do governo, eu fiquei receosa, sinceramente. Será que dá pra confiar, ou não?”, declarou ela.

 

No requerimento, Wilson Santos citou um relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE) que apontou que, entre 2012 e 2017, o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic) concedeu R$ 7,1 bilhões em incentivos fiscais em Mato Grosso e, em contrapartida, as empresas beneficiadas geraram 468 empregos.

 

A CPI deve “apurar a fundo as supostas irregularidades que circundam a política estadual de renúncia tributária que, inclusive, podem assumir tons de sonegação fiscal”. 

Se estivesse tão preocupado com o Estado, teria feito na gestão do Pedro Taques, quando toda CPI que a gente queria propor, ele não assinava nenhuma

 

Para ela, o tucano tinha a chance de presidir a CPI com apoio de 10 deputados, mas a posição dele nos indeferimentos de candidaturas de outros deputados na disputa pelo TCE teria perdido apoios na Casa. “A CPI pode existir, mas não será o Wilson presidente. Agora ele tem que se perguntar se ele assina a CPI, ou só assina se for ele o presidente?”. 

 

A deputada aproveitou a oportunidade para alfinetar Wilson com relação ao fato de, segundo ela, ele não ter assinado nenhum processo investigatório contra o ex-governador Pedro Taques. “Se estivesse tão preocupado com o Estado, teria feito na gestão do Pedro Taques, quando toda CPI que a gente queria propor, ele não assinava nenhuma. Eu, diferente dele, assinei todas. Porque diferente dele, não faço negociatas com o governo. Agora é cômodo você mudar de opinião conforme muda o governador”. 

 

CPI DOS GRAMPOS 

 

A deputada afirmou ainda que irá propor a CPI dos Grampos, mas disse que aguarda ainda uma pesquisa para saber se a sociedade apoia ou não a investigação. O processo investiga o esquema de grampos telefônicos ilegais que funcionou entre 2014 e 2015, no Governo de Mato Grosso. O caso foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque.

 

“Eu quero propor a CPI dos Grampos. Acho que é importante também, mas precisa de uma avaliação se a sociedade quer saber quem é o culpado. Apesar de todo mundo saber quem é. Eu sou a única mulher do parlamento, a única grampeada, apesar de achar que todos os deputados foram grampeados, jornalistas... Acho que buscar esse esclarecimento é necessário”, avaliou ela.

 

O OUTRO LADO

 

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado Wilson Santos, mas ele preferiu dizer que não irá se posicionar contra as declarações da deputada.

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