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POLÊMICA 26.02.2019 | 13h:55

Wilson rebate Janaína, diz que regras são claras e que deverá presidir CPI

Por: Alexandra Freire - O Bom da Notícia

(Foto: AL-MT)

(Foto: AL-MT)

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) - depois de revelar por meio de sua assessoria nesta segunda-feira (25), que não retrucaria a posição de sua colega de Parlamento, que se opõe ao seu comando na CPI da Sonegação Fiscal, Janaína Riva (MDB) -, acabou decidindo quebrar o silêncio e revelou que o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) - Renúncia e da Sonegação Fiscal -, na Assembleia Legislativa, ainda não foi escolhido. Contradizendo a emedebista que na manhã desta terça (26), disse à Rádio Capital FM, que o novato Thiago Silva (MDB) irá presidir a tal CPI.

 

“Nós estamos conversando ainda. Há uma prioridade com quem apresentou (requerimento) primeiro. O regimento é claro. Atendeu todos os requisitos regimentais e condicionais. A constituição estabelece que tem que ser oito assinaturas de deputados, independentemente de partido ou  bloco. O artigo 378 do regimento estabelece que o autor, o signatário, é o presidente”, disse o tucano durante conversa nesta terça-feira (26), na AL.

 

Wilson Santos havia apresentado requerimento para abertura da CPI em 4 de fevereiro, alegando que já haviam sido feitas duas CPIs sobre esse tema, em 2014 e 2016, mas que precisavam ser aprofundadas. Conforme ele, a CPI de 2014, que já completou quatro anos, encaminhou todos os resultados desse trabalho para os órgãos de controle, mas a Assembleia nunca obteve o resultado da análise. A CPI de 2016 encaminhou igualmente os resultados, para os mesmos órgãos de controle e, novamente, não houve resposta e respaldo.

No requerimento, Wilson Santos citou um relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE) que apontou que, entre 2012 e 2017, o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic) - que assegura benefício fiscal durante 10 anos, sobre produtos -, concedeu R$ 7,1 bilhões em incentivos fiscais em Mato Grosso e, em contrapartida, as empresas beneficiadas geraram somente 468 empregos.

 

À rádio Capital FM Janaína Riva informou que colheu oito assinaturas e que Thiago seria o presidente. A vice-presidente da Casa de Leis afirmou que não considera o tucano “confiável suficiente” para presidir a investigação.

"Thiago Silva está numa posição mais intermediária. Eu respeito muito o deputado Wilson Santos, mas não o considero confiável suficiente para ser presidente dessa CPI”, disse a parlamentar para mesma Rádio, que, ainda confessou, que teria perdido a confiança em Wilson após ele desempenhar um trabalho duvidoso à frente da Comissão de Constituição e Justiça, que indicou Guilherme Maluf (PSDB) à cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Suspensa pelo Judiciário, após acatar pedido do Ministério Público Estadual, sob a justificativa que o tucano não teria as qualidades exigidas pelas regras do rito para ser conselheiro da Corte de Contas.

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