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VACINAÇÃO CONTRA GRIPE 23.04.2019 | 12h:06

1ª fase de vacinação contra gripe tem baixa adesão em MT

Por: AG

Assessoria

Assessoria

A vacinação contra a gripe na rede pública de saúde está liberada para todos os que compõem o público-alvo. A segunda etapa da campanha e a 17ª Semana de Vacinação nas Américas (SVA), foram lançadas nesta segunda-feira (22) pelo Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em Cuiabá.

 

O Estado não apresenta dados positivos em relação à primeira fase, de 10 a 18 de abril, que foi exclusiva para crianças de até 6 anos incompletos e grávidas. Apenas 10,7% das gestantes se vacinaram neste período e, em relação às crianças, o índice é menor ainda, só 6,6%. 

 

A meta do Ministério da Saúde é imunizar, até o final da campanha, no dia 31 deste mês, mais de 90% de todo público-alvo, que em Mato Grosso representa 847 mil pessoas. Com o início da segunda etapa, podem ir aos postos de saúde os idosos, profissionais da saúde, população indígena, professores e pacientes com doenças crônicas, e agora também os profissionais da segurança pública.

 

Com a meta de imunizar cerca de 70 milhões de pessoas contra doenças evitáveis, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) promove a 17ª Semana de Vacinação nas Américas, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal. Representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne afirmou, em Cuiabá, que o programa de imunização do Brasil é um dos pilares mais sólidos do Sistema Único de Saúde (SUS) e referência para os demais países no mundo todo. 

 

Leia também - Nova etapa de vacinação contra a gripe inclui forças de segurança

 

Porém, a onda crescente de fake news (notícias falsas) tem prejudicado o avanço na imunização e feito ressurgir doenças que antes estavam erradicadas, como o sarampo e a febre amarela, por exemplo. Segundo ela, é possível perceber que a diminuição na imunização está ligada à volta das doenças. No ano passado, o país não conseguiu atingir a meta de cobertura de crianças e idosos, chegando a 77,8% e 80,8%, respectivamente. 

Na primeira etapa da campanha, no país, 17,4% das gestantes e 12,5% das crianças foram vacinadas

“Notícias falsas que são divulgadas por pessoas maldosas, que trazem prejuízos para o mundo. Mas temos condições de combater isso, somos mais”. 

 

Para enfrentar esse cenário crescente ela destacou algumas ações que precisam ser reforçadas nos países das Américas. Entre elas está o fortalecimento da vigilância epidemiológica para a identificação dos casos suspeitos de doenças. Além disso, ela destacou a criação de equipes de resposta rápida, prontas para conter o avanço de doenças no meio da população. Também o investimento, capacitação dos profissionais da vigilância que realizam o trabalho de conscientização das pessoas, assim como a imunização. 

 

“Tenho certeza que enfrentaremos, assim como no passado, esse triste cenário que havia sido vencido”. Ministro da Saúde destacou que, atualmente, os representantes e trabalhadores da saúde tem feito um grande esforço para algo que deveria estar sendo motivo de comemoração, que é a cobertura vacinal. Mandetta concorda que ações precisam ser feitas para o fortalecimento do trabalho no mundo, em especial no Brasil. 

 

O ministro chegou a sugerir aos deputados e senadores que estavam presentes, a criação de um projeto de lei que torne obrigatório a apresentação da caderneta de vacinação na hora da matrícula escolar. 

 

“Precisamos fazer com que a imunização seja levada a sério. Muitas vezes em casos em que temos uma caderneta desatualizada temos uma violação dos direitos da criança, uma violência contra o menor”. 

 

Além disso, o ministro sugeriu que os parlamentares pensem também na criação de uma lei que tipifique o fake news contra saúde como crime. “Essas mentiras tiram vidas. Muita gente morre por que acredita nisso”.

 

Mandetta destaca que os pais de hoje não conhecem, por exemplo, o que é ter um filho com poliomielite, graças aos avós de hoje, que foram pais responsáveis e exigiram a vacinação dos filhos.

 

Expansão 

 

Nesse ano a imunização também foi estendida aos profissionais da segurança pública que lidam diretamente com a população. Segundo Mandetta, uma das estratégias da saúde é o fortalecimento da vacinação nas fronteiras do país. 

 

O objetivo é evitar o avanço de doenças como o sarampo que se espalhou em alguns estados com a chegada dos venezuelanos. “Somos solidários à situação deles, sabemos que não têm culpa, que é o governo que tem, mas voltou com a chegada deles”. 

 

Outra ação do ministério que vem sendo pensada e desenvolvida é a criação de um aplicativo que disponibilize a cada pessoa, individualmente, sua caderneta de vacinação. “Isso vai trazer facilidade e eficiência”. 

 

Profissional da saúde há mais 30 anos, a agente de endemias Cimone Vieira, 47, afirma que é assustador ver a desinformação das pessoas atualmente. “Muitas me perguntam se não são as vacinas que tem causado a morte e o surgimento de vários problemas de saúde e físicos que tem surgido”. Segundo ela, uma dessas perguntas chegou a ser feita na semana passada. 

 

“Uma senhora me perguntou se seu filho não poderia ter autismo por causa de vacinas”. Frente a essa “desinformação”, ela destaca que é fundamental o investimento na vigilância, assim como no treinamento dos trabalhadores da área para que saibam com “paciência, persistência e sabedoria”, combater esse tipo de ignorância. 

 

“Precisamos mais uma vez de uma força-tarefa para vencermos essas mentiras e avançarmos novamente na garantia da saúde e dos direitos da população”. (Reportagem de Dantielle Venturini - Jornal A Gazeta)

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