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SAÚDE & BEM ESTAR - A | + A

'SOLTA SEU FILHO' 03.06.2019 | 12h:17

Brincadeiras “perigosas” ajudam a formar pessoas seguras, com mais resiliência

Por: São Paulo A/E

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Em tempos de pais e mães superprotetores, pesquisas têm mostrado que o desenvolvimento das crianças é muito melhor quando elas se expõem a riscos. Não se trata de deixar o filho se pendurar na janela ou atravessar a rua sozinho. Mas encorajar a vontade dos pequenos de escalar brinquedos altos, subir em árvores e descer de cabeça para baixo no escorregador ajuda a formar pessoas seguras, com mais resiliência, habilidades sociais e até com melhor aprendizado.

 

Estudos internacionais passaram, inclusive, a recomendar a construção de parquinhos “mais perigosos”. Especialistas discordam de ambientes com pisos acolchoados, brinquedos só de plástico, pontas protegidas, piscinas de bolinhas. E recomendam, por outro lado, que áreas de playgrounds e de pátios escolares tenham areia, toras, pedras, pneus. 

 

Especialistas discordam de ambientes com pisos acolchoados e brinquedos só de plástico para crianças

Os brinquedos devem ser construídos em madeira, altos suficientes para impor desafios, com escadas, rampas e pontes elevadas para estimular o equilíbrio. As descrições acima, no entanto, apavoram a maioria dos pais. O grande temor é que as crianças se machuquem. Mas uma grande pesquisa feita no Canadá, que analisou 21 estudos sobre o assunto, concluiu que não há relação entre aumento de quedas e machucados e altura dos brinquedos. E que crianças que se arriscam mais, na verdade, se machucam menos. Elas acabam desenvolvendo habilidades físicas e compreendendo seus limites. 

 

“Hoje se entende que cuidar bem é superproteger, mas na verdade os pais estão tirando a oportunidade dos filhos se desenvolverem”, diz Laís Fleury, coordenadora do programa Criança e Natureza do Instituto Alana. “Que mensagem estão passando às crianças ao dizer ‘pare’ ou ‘cuidado’? 

 

De que elas não são capazes de se cuidar, de tomar decisões e que o mundo é mundo perigoso para elas”, disse ao jornal O Estado de São Paulo a pesquisadora Mariana Brussoni, da Universidade de British Columbia, autora do estudo. Segundo ela, os pais precisam aprender a lidar com a própria ansiedade e insegurança para saber avaliar o que é um perigo real. 

 

“Eu sempre sugiro que contem até 17 quando quiserem dizer ‘pare’. Em geral é tempo suficiente para a criança brincar e o pai perceber se realmente deveria ter interferido”. A pesquisa concluiu que há mais efeitos positivos à saúde das crianças ao participar de brincadeiras que envolvem risco do que ao evitá-las. Melhora a criatividade, a resiliência e a interação social - e não aumenta agressividade.

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