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Gleisi minimiza efeitos do mercado e reafirma compromisso com o social

Economia

Presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann
Valter Campanato/Agência Brasil - 01/02/2019

Presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), minimizou os efeitos no mercado financeiro na quinta-feira (10) e garantiu que o governo Lula terá a responsabilidade social em primeiro lugar. Segundo ela, a manutenção e fortalecimento dos programas sociais são fundamentais para reduzir a desigualdade no país.

Ontem, o índice Ibovespa caiu 3,35% e atingiu a menor pontuação desde 29 de setembro, enquanto o dólar disparou 4,08% e atingiu R$ 5,39. Para a deputada federal, o movimento do mercado é apenas especulativo e não deve trazer prejuízos para o novo governo.

"Nós jamais vamos abrir mão de ter responsabilidade social colocada em primeiro lugar, porque estamos falando da vida das pessoas, da sobrevivência das pessoas", disse.

"Por que pessoas são levadas a sofrer para garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas dizem que é preciso cortar gasto, que é preciso fazer superávit, que é preciso ter teto de gastos? Por que a gente não estabelece um novo paradigma?", concluiu.

Na quinta, Lula criticou o teto de gastos e disse que a regra faz as pessoas sofrerem, se referindo aos mais pobres atendidos por programas sociais. Após a reação negativa dos investidores, o petista chamou o mercado financeiro de "sensível".

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O teto de gastos é visto pelo mercado como âncora fiscal que evita o maior endividamento do país e aumenta a confiança nos investimentos. Durante a campanha, Lula havia sinalizado a manutenção da regra, mas confirmou que faria pequenas alterações. A possibilidade de Henrique Meirelles assumir o Ministério da Fazenda também animou o mercado, mas o próprio ex-ministro disse não ser candidato a comandar a pasta.

Nos últimos dias, passou a se especular que a aprovação da PEC da Transição, que garante os pagamentos do novo Bolsa Família de R$ 600 no próximo ano, deve segurar a regra do teto de gastos por mais dois anos. A equipe econômica nomeada para a transição de governo, liderada por nomes ligados ao vice Geraldo Alckmin e PT, devem apresentar uma proposta de mudança na regra quando for nomeado o ministro da Fazenda.

Gleisi Hoffmann ressaltou que o susto do mercado com as declarações de Lula reduziu nas últimas horas. O Ibovespa sobe mais de 2% e ultrapassou a marca dos 112 mil pontos. Já o dólar afunda 1,1% e está cotado a R$ 5,33.

"Primeiro, recebemos com espanto, não sei o que o presidente Lula falou que pudesse fazer uma variação tão grande do sentimento de mercado. Aliás, todos os indicadores, de dólar, já entraram na normalidade", concluiu a parlamentar.

Fonte: IG ECONOMIA