Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026

CIDADES Quinta-feira, 11 de Julho de 2024, 15:07 - A | A

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CAST DO BOM

Dario revela memórias de infância para a escolha do nome do projeto 'Primeiro as Damas'

Luciana Nunes/Marisa Batalha/O Bom da Notícia

Em entrevista ao Cast do Bom do site O Bom da Notícia nesta última terça-feira (9), o publicitário e músico Dario Scherner revelou como surgiu o nome do projeto ‘Primeiro as Damas’, idealizado pela ONG Piano Gente e que vem contando com parcerias importantes como da Defensoria Pública de Mato Grosso, Assembleia Legislativa, Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Esportes(Secel). De olho em debater políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher nos bairros de Cuiabá e Várzea Grande. 

Para Dario, 'Primeiro as Damas' surgiu como uma memória, uma lembrança de respeito às mulheres que aprendeu ainda na escola. Um gesto, segundo ele, que denota gentileza e que se tornou uma hábito em sua vida.

“Me lembro da escola. Graças a Deus que tive essa formação. Que pude ser ensinado pelas professoras que um sinal de gentileza é que em qualquer situação sempre primeiro as damas. Seja na hora da fila do lanche, na hora da fila para entrar para a sala. Me lembro bem que a diretora, que era a nossa a tia, falava assim: primeiro as damas e depois os cavalheiros".

Dario Scherner, igualmente, se lembra - que o projeto para sair do papel e se tornar uma realidade -, foi preciso realizar parcerias com as pessoas certas. 

“E aí eu pensei preciso desenhar algo para esse enfrentamento à violência contra a mulher, mas não sabia como fazer. Mas foi assim também quando fiz o filme dos 300 anos de Cuiabá. Sabe aquela coisa do desconhecido! Mas tinha certeza que encontraria uma rede. Mas demorou um ano para sair, quando eu falei: não vou sozinho, preciso dos entes. Aí eu fui atrás de envolver Delegacia da Mulher, da coronel Emirella, que fundou a Patrulha Maria da Penha, do Movimento Conecta através da Thais Lenzi que é minha amiga de faculdade. E encontrei essa falange de conteúdos para trazer para uma proposta que nem elas pensavam que existiam”, explicou.

O projeto promete ser um marco na luta contra a violência doméstica em Mato Grosso, pois a iniciativa busca não apenas conscientizar, mas também promover ações concretas e coordenadas entre diversas esferas da sociedade e do governo, unindo estas rodas de conversa à promoções culturais, provando que a diversidade pode ser um um meio eficaz de entendimento e mudança social.

Assim, conforme Dario, unir o enfrentamento à violência contra a mulher à diversidade cultural transforma e oferece saídas mais leves à temas difíceis. Ao explicar que esta é a ideia da presença das bailarinas. E para além desta pluralidade - piano, saxofone, palestras, rodas de conversa -, a bailarina, em especial, representa o sonho da mulher, do belo, da ideia que não se deve desistir dos sonhos mesmo em meio às dificuldades e desafios.

“A presença da bailarina nesse processo do caos representa que a mulher agredida não pode abandonar o seus sonhos. A bailarina representa aqui o sonho perdido que não pode ser descartado jamais, então esse é o Primeiro as Damas. Com objetivo de resgatar sonhos, resgatar as almas, de você entender que a junção de forças do homem com a da mulher comungam para uma política mais eficiente. E que o nosso setor de cultura possa ser mais eficiente porque nunca foi só dança, só música, nunca foi só sobre isso, foi sobre tudo [...] Assim, Primeiro as Damas nasce de dentro do coração da gente, pois sou filho de uma mãe e pai de uma filha ”, complementou.

O bate-papo no Cast do Bom com a jornalista Marisa Batalha, editora-chefe do portal O Bom da Notícia, contou além do publicitário ainda com a tenente-coronel Emirella Martins, que comandou por anos a Patrulha Maria da Penha em Mato Grosso.

Veja a entrevista completa

 

 

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