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CIDADES Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018, 15:58 - A | A

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Empresas propõem tarifa no valor de R$4,10 em Cuiabá; Arsec se reúne pra votar

Rafael Medeiros, da redação

Em menos de 30 dias, a passagem do transporte coletivo da capital deve ser reajustada em 6,7% . O valor que hoje é cobrado R$ 3,85 passará para R$ 4,10. Aproximadamente 250 mil passageiros são transportados por dia em Cuiabá. Ao todo, 350 ônibus circulam diariamente.    

 

O novo valor deve ser votado pelo Conselho Participativo, formado por diversas instituições. O reajuste ocorre anualmente. O último foi aprovado no final de dezembro  de 2017 pelo Conselho Participativo saindo de R$ 3,60 para R$ 3,85.   

 

Segundo documento da Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados de Cuiabá (Arsec), a necessidade de reajuste é elencada no próprio contrato de concessão das empresas de transporte coletivo de Cuiabá.      

 

Para a elevação da passagem, são levados em consideração o preço do óleo diesel, a variação do custo de veículos tomando como referência o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a variação da soma do salário dos motoristas, já acrescentados os adicionais e benefícios previsto na convenção coletiva do trabalho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (OPC) para reajuste de outras despesas.       

 

Em Cuiabá, operam no transporte coletivo as empresas Expresso Norte Sul, Integração Transporte e Pantanal Transporte. O contrato de concessão faz parte de concorrência pública de 2002 e foi aditivado em dezembro de 2012 com prazo até junho do ano de 2019.

 

Ao Bom da Notícia, o Presidente da Associação dos Usuários de Transportes Coletivos de Mato Grosso (Assut), Amado Soares afirma que um reajuste é inaceitável e não condiz com o serviço prestado. 

 

“Todo ano tem reajuste, e não vemos este aumento sendo aplicado em melhorias para os passageiros. Os relatos são constantes de ônibus atrasados, veículos sem banco, e inúmeros outros problemas. Por isso lutamos por uma licitação para que uma empresa qualificada possa operar em Cuiabá e que o contrato seja realmente cumprido”, alega.        

 

Procurada pela reportagem, a Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos (MTU), que representa as empresas concessionárias do serviço de transporte coletivo de passageiros, não se manifestou sobre o assunto. 

 

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