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CIDADES Segunda-feira, 30 de Outubro de 2023, 11:23 - A | A

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VEJA VÍDEO

Lançamento de livro de drag queens em SP ganha repercussão nacional; Jan Moura aponta orgulho

Marisa Batalha/ O Bom da Notícia

(Foto: Ilustração/Assessoria)

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 Livro foi escrito pelas artistas Ally Brown, Nelly Winter, Paola Joy, Petilaine Queen e Sophie Boomèr

Jan Moura - secretário adjunto da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer - não só acompanhou neste último sábado(28), em São Paulo, o lançamento do livro 'Drag Queens: Arte, Cultura e Sociedade", como fez questão de registrar em vídeo todo o evento em suas redes sociais.

Sem esconder sua alegria de ver uma produção mato-grossense na 1ª edição da Bienal LGBT, no país.

Em evento histórico organizado pela Coordenação Municipal da Diversidade da capital paulista, sob o comando de Leonora Áquila. 

O lançamento - que aconteceu no Centro Cultural São Paulo, no bairro Liberdade -, ganhou bastante repercussão nacional e um público plural.

"Estamos aqui na 1ª Bienal LGBTQIAPN+ no Brasil, que está sendo realizada em São Paulo. Unidos pela literatura e pela igualdade. [...] Em evento histórico organizado pela Coordenação Municipal da Diversidade da capital paulista, sob o comando de Leonora Áquila. Uma produção linda, editada pela Umanos Editora, apresentado pela poderosa Nany People e prefaciado por uma das drags mais famosas do Brasil Léo Áquila. Para mim é um momento muito feliz de ver as nossas escritoras chegando tão longe. Uma ação que contou com o apoio integral da Secel".

O livro 'Drag Queens: Arte, Cultura e Sociedade" celebra a cultura drag em todas as suas nuances. E nasce com o objetivo de desmistificar aquela velha ideia de que drag tem muito de 'bate cabelo'. Assim, quer mostrar que a arte e a profissão vão além dos palcos, dos holofotes, de toda a montagem. Inclusive, muito para além das baladas LGBTQIAPN+.  

A obra foi inicialmente lançada em Cuiabá, no dia 1º de setembro deste ano, no Cine Teatro Cuiabá. E escrito pelas artistas Ally Brown, Nelly Winter, Paola Joy, Petilaine Queen e Sophie Boomèr, e explora a arte, sobretudo, seu impacto cultural e seu papel na sociedade contemporânea.

E no último sábado, o livro ganhou a Bienal LGBT de São Paulo como um marco na luta pela igualdade e pela visibilidade das comunidades LGBTQIAPN+ no Brasil. Aliás, a Bienal é o primeiro evento do gênero no país e visa promover a arte, a cultura e o ativismo das comunidades LGBT.

Na capital paulista, as drag queens mato-grossenses foram verdadeiras embaixadoras da cultura drag que, definitivamente, brilharam no cenário nacional. Sobretudo, garantiram com uma valiosa contribuição para o entendimento da arte e se uniram a um elenco diversificado de escritores e ativistas que compartilham do compromisso de promover a inclusão e a aceitação da comunidade.

(Foto: Ilustração)

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Para uma das escritoras, Nelly Winter - que igualmente, apresenta o podcast DragPod, no estúdio do site O Bom da Notícia -, 'este é um momento significativo para Mato Grosso e para toda a comunidade LGBT do Brasil, na medida que nossas talentosas drag queens levam sua arte e mensagem para um palco nacional'.

Assim, para ela, este livro é de extrema importância, pois a intenção da obra é abordar a discussão sobre a valorização destas profissionais, enquanto artistas, que não devem nada às outras profissionais do eixo Rio-São Paulo, ou das norte-americanas e europeias e ainda contar as diferenças de trajetórias. 

“Nós temos aqui artistas tão boas quanto do eixo Rio-São Paulo e até mesmo as norte-americanas e europeias. Então nós precisamos unir nesta arte, todas as drag queens, para assim valorizar o nosso trabalho. Eu não posso me vender por qualquer coisa. Muitas de nós sabe que tem drag que participa de eventos em troca apenas da consumação de bebidas ou o que mais o espaço possa oferecer. E nós precisamos mudar isso”, finalizou. 

Para a produção desta edição foram convidadas cinco artistas que tem a arte drag como elemento da jornada pessoal e profissional para que pudessem expressar através da escrita as dores e a realização no encontro com esse movimento de expressão artística, surgido desde a época do teatro renascentista, em que somente aos atores masculinos era permitidos representar os papéis femininos, como a arte transformista.

Veja o vídeo aqui