Quinta-feira, 13 de Junho de 2024

CIDADES Sexta-feira, 09 de Outubro de 2020, 11:53 - A | A

Sexta-feira, 09 de Outubro de 2020, 11h:53 - A | A

ACIMA DOS 40°C

Onda de calor continua este fim de semana, mas clima desértico aquece os negócios em Cuiabá

Rafael Martins/O Bom da Notícia

Com temperatura acima dos 40 graus e umidade do ar chegando a 12%, a semana foi uma das mais quentes para os cuiabanos. Para amenizar o calor, apenas com a ingestão de muito líquido e alimentos refrescantes. Assim, a demanda por esses produtos triplicou, segundo vendedores ambulantes e proprietários de lanchonetes da Capital.

E este consumo deve continuar aquecida neste final de semana, já que a previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe) é que o calor intenso registrado nestas últimas semanas deve continuar neste fim de semana, em Cuiabá, com máxima de 41°C.

E este consumo deve continuar aquecida neste final de semana, já que a previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe) é que o calor intenso registrado nestas últimas semanas deve continuar neste fim de semana, em Cuiabá, com máxima de 41°C.

Já na terça-feira (13) a previsão é de chuva e os termômetros devem registrar mínima de 25°C e máxima de 38°C. De acordo ainda com os dados, há 60% de chance de chover, igualmente, na quarta-feira (14). A previsão aponta mínima de 22°C e máxima de 28°C.

A umidade relativa do ar, até o feriado (12), deve variar entre 15% e 38%.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura deve bater o recorde neste domingo, com máxima prevista de 47 graus e umidade mínima de 10%, assim como no decorrer da semana.

Onda de calor assusta, mas vendas elevam

Francisco de Arruda, 67, cuiabano, afirma que nunca viu dias tão quentes como os atuais.“Só tomando uma água e uma cervejinha gelada. O que dá para refrescar é só isso”, afirma aos risos, antecipando que já planejava passar o fim de semana na beira do rio tomando uma cerveja.

O maranhense Odílio Machado, 81, mora em Cuiabá há mais de 40 anos. Mesmo assim, reclama que o calor tomou uma proporção acima da esperada neste ano. “Nunca tinha visto esse calor e esse fogo no Pantanal como está agora. Temos que tomar muita água e suco, é o único jeito”, afirma enquanto se hidrata com um suco de laranja.

Contudo, o calor excessivo vem gerando oportunidade de renda para o comércio, principalmente, o de rua, com a venda de bebidas, que é, por exemplo, o ganha-pão de Clóvis Lemos há mais de 15 anos na capital. E ele já até tentou vender outros produtos como pipoca, cachorro-quente e picolé, mas a venda de bebidas é a mais rentável.

Nos dias mais quentes, o volume de comercialização dobrou e ele volta para casa diariamente com as embalagens vazias. O suco tem sido o item preferido dos clientes. “É o que mais sai, porque vendo a 50 centavos e todo mundo a R$ 1,00. Então ganho no volume”.

Assim como ele, Nelson Pereira, proprietário da Cuiabano’s Lanches, afirma que a venda de bebidas dobrou e chega a triplicar nos dias mais quentes. “A procura é grande por sucos, refrigerantes e itens do gênero. A verdade é que o calor nunca para, mas temos que aproveitar esses 3 meses quando é ainda mais intenso”.

Preço do suco de frutas subiu 4,9%

Alimentação e bebida estão pesando mais no bolso dos consumidores. Dados oficiais do IPCA, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a inflação do item subiu 4,9% no acumulado do ano até agosto. Quando se olha apenas o recorte de alimentos e bebidas fora do domicílio, o acréscimo médio foi de 2,18%. Apesar de não ser o grupo mais representativo dentro da inflação de alimentação, as bebidas também apresentaram aumento de preços.

O suco de frutas é o que mais encareceu (4,9%), assim como o vinho (4,9%), seguido por outras bebidas alcoólicas (3,4%), refrigerante e água mineral (2,2%). O empresário Nelson Pereira, proprietário da Cuiabano’s Lanches, diz que por conta do crescimento na demanda os preços nos fornecedores também aumentaram. “Tudo tem subido agora, não é só o arroz. Eu costumo comprar até o dobro do normal em produtos, para manter o estoque e evitar altas repentinas de preços”.

Ele especifica que as frutas tem influenciado nos custos. O saco de laranja custava R$ 20 e agora chega a R$ 28; e o abacaxi subiu de R$ 3 para R$ 6. “O refrigerante subiu pouco e a água também. Mas quando colocamos na ponta do lápis faz diferença”. Mesmo assim, o empresário evita repassar os aumentos para não afugentar os clientes.