Sábado, 25 de Maio de 2024

O BOOM DA NOTÍCIA Quinta-feira, 02 de Maio de 2024, 17:30 - A | A

Quinta-feira, 02 de Maio de 2024, 17h:30 - A | A

DECISÃO FEDERAL

Reoneração da folha de pagamento vai aumentar custo do passageiro em Cuiabá e Várzea Grande

Da Redação do O Bom da Notícia/Com Assessoria

A decisão do Governo Federal em judicializar a prorrogação, até 2027, da desoneração da folha de pagamentos, por meio de uma ação impetrada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), é um retrocesso que vai impactar diretamente no custo do transporte público para milhões de passageiros que utilizam diariamente esse serviço, além de aumentar a inflação para a sociedade como um todo. O transporte público é um dos 17 setores que mais empregam e que serão afetados pela medida. O aumento dos custos é iminente e começa a valer ainda este mês, se nada for feito.

O STU, Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Estado Mato Grosso
estima que o aumento no custo do passageiro transportado em Cuiabá e Várzea Grande poderá chegar a R$ 0,47 (quarenta e sete centavos), com o fim da desoneração do imposto da folha de pagamento, já que a mão de obra é um dos principais custos da prestação dos serviços. Hoje a tarifa do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande custa R$ 4,95 (quatro reais e noventa e cinco centavos).

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU avalia que, além do impacto da medida nas tarifas para o passageiro, a reoneração pode fazer o IPCA subir cerca de 0,25%, podendo chegar a 0,40%, em algumas cidades, considerando o peso relativo do transporte no cálculo da inflação, o que geraria um efeito negativo para toda a sociedade. Em cidades onde não há subsídio para as tarifas, o aumento do custo do transporte público pode variar de R$0,70 a R$ 1,00 por passageiro.

A desoneração da folha do setor de transporte público por ônibus urbano, que vem sendo aplicada desde 2013, substitui a contribuição previdenciária patronal, que corresponde a 20% sobre a folha de salários dos trabalhadores, por uma alíquota de 1% sobre o faturamento bruto das operadoras de transporte coletivo. Como resultado, há uma redução nos custos totais do serviço, já que a mão de obra é o principal item de custo da operação. A redução do custo foi repassada para as tarifas públicas ao longo da última década e impactou positivamente no bolso dos passageiros dos ônibus urbanos, que realizam 35 milhões de viagens diariamente em todo o Brasil, além de ter contribuído para o controle da inflação. Esses benefícios serão revertidos caso o STF decida acatar o pedido do governo, pela reoneração imediata da folha, contrariando legislação amplamente discutida e aprovada pelo Congresso Nacional.