Quarta-feira, 12 de Junho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 04 de Novembro de 2020, 09:22 - A | A

Quarta-feira, 04 de Novembro de 2020, 09h:22 - A | A

TRÁFICO, EXTORSÃO E HOMICÍDIO

Polícia Federal deflagra operação para conter ação de milícia e prende 3 em Cuiabá

O Bom da Notícia

Polícia Federal deflagrou a Operação Cérberus na manhã desta quarta-feira (4), para desarticular quadrilha formada por policiais e ex-policiais militares e civis, responsáveis pelo tráfico de drogas e extorsão. Ao todo, 3 pessoas foram presas e R$ 5,5 milhões foram bloqueados pela Justiça. O objetivo é prender os líderes e evitar a formação da milícia em Mato Grosso.

De acordo com as informações da PF, além das 3 prisões temporárias – que foram cumpridas em Cuiabá – também ocorreram 7 mandados de busca e apreensão, onde celulares, carros e armas de fogo foram levados da casa dos investigados.

A 7º Vara Criminal de Cuiabá é responsável por expedir os mandados, bem como determinar o bloqueio dos R$ 5,5 milhões das contados dos investigados, além do sequestro de veículos e imóveis.  

Os criminosos investigados são policiais da ativa, que atuam na Civil e Militar, além de ex-policiais. Alguns já possuem passagens criminais e comportamentos violentos, respondendo por crimes de extorsão, homicídios e tráfico.

Investigação

A PF informou que há indícios de que os investigados roubaram carregamento de drogas de traficantes e venderam para rivais.

Consta na apuração que os investigados ostentavam padrão incompatível com os rendimentos lícitos, abriram empresas de fachadas e usaram familiares para ocultar patrimônio. Uma diligência da Força Tática, após receber informações da PF, conseguiu prender 4 envolvidos no tráfico de drogas e apreendeu cerca de 120 kg de cocaína, além de 3 carros, armas de fogo e R$ 60 mil em espécie.

O objetivo agora é prender os líderes da organização e descapitalizar o patrimônio, para evitar assim, a formação de uma milícia dentro de Mato Grosso.

Nome da operação

Batizada de Cérberus, a ação se dá em razão da forma extremamente violenta como agiam os integrantes da quadrilha. É uma alusão à mitologia grega do monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.