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POLÍTICA Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2022, 21:21 - A | A

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AL 2023

Com retorno de Botelho à disputa da Mesa Diretora, Júlio defende consenso e chapa única

Luciana Nunes/ O Bom da Notícia

À jornalistas, no final da semana passada, o ex-governador e deputado estadual eleito, Júlio Campos (UB), - que aos poucos vem ganhando a cena no Legislativo estadual -, disse que o melhor, neste momento, quando começam as especulações sobre o comando da Mesa Diretora da Casa de Leis, em 2023, com o surgimento de alguns nomes e composição de grupos para dar força à disputa, é que fosse ampliado o diálogo entre os parlamentares e fosse criada uma chapa única, após consenso entre os colegas.

Júlio que chegou a ser cotado para disputar a presidência e até mesmo apontar a possibilidade de disputar, sob o argumento de que estaria compondo um grupo e que já haviam oito parlamentares, mudou de opinião após decisão do Supremo Tribunal Federal que deverá beneficiar o atual comandante da Casa, Eduardo Botelho(UB).

Nova decisão concedida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, no Paraná, apontou que proibição de reeleição nos legislativos se daria a partir de janeiro de 2021 e que eleições anteriores não seriam  contabilizadas, o que deixaria o atual presidente Eduardo Botelho de volta a cena política, já que este seria o problema do deputado que, em tese, caso dispute novamente o comando da Casa, estaria indo para sua quarta gestão na Assembleia, pois está à frente da presidência desde 2017.

Com a nova medida do STF, Botelho está apto a disputar a reeleição para o biênio (2023/2024). 

"Eu acho que o ideal se pudesse ter uma chapa de consenso, sem disputa., Isto é o ideal, mas se não for tudo bem. É preciso conversar. Segundo informações que tivemos, ao fazer a mediação dessa mudança na legislação, o ministro Gilmar Mendes fez uma mediação de que é possível o deputado Eduardo Botelho ainda ser eleito para um novo mandato, porque sua eleição ocorreu em setembro do ano anterior da legislação que saiu. Então é possível", disse. 

Diante deste novo cenário, Júlio vê seu nome na disputa cada vez mais distante. "Houve um fato novo que esfriou uma possível candidatura minha, com o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal que fez uma mediação - não sei ao certo o termo -, que permite que o deputado Botelho volte a ser candidato à presidência. Independente disso, conversei com deputado Max que também tinha pretensão e aí fomos dialogando", complementou. 

O parlamentar finaliza dizendo que de hoje até a data da eleição, em fevereiro de 2022, tem muita coisa para acontecer e muito diálogo. 

“Daqui até primeiro de fevereiro tem muita água para passar por debaixo da ponte e pode chegar a um consenso. A disputa será bastante difícil, e pode deixar sequelas, pois quem perde fica magoado. Então, se pudesse não ter disputa, comomocorreu nas vezes anreriores, nas outras mesas, seria o ideal”, completou.