Domingo, 23 de Junho de 2024

POLÍTICA Sábado, 06 de Abril de 2024, 10:24 - A | A

Sábado, 06 de Abril de 2024, 10h:24 - A | A

CONTAS

Demilson acredita que defesa de Emanuel não trará algo novo e contas do prefeito serão reprovadas

Silvano Costa / Especial para O Bom da Notícia

O vereador progressista Demilson Nogueira (PP) aposta firmemente que a Câmara deverá seguir o parecer do Tribunal de Contas do Estado e reprovar as contas da Prefeitura de Cuiabá, referentes a 2022. Pois acredita que a defesa do prefeito emedebista, Emanuel Pinheiro não apresentará nada de novo.

"Ele [Emanuel Pinheiro] tem levado repetidamente para o Tribunal de Contas os mesmos argumentos que veem sendo refutados. Então, penso eu, que ele não tem nada de novo e que as contas, agora com a defesa que nós esperamos que ele venha apresentar, nós possamos fazer o nosso relatório e submeter para apreciação do plenário aqui nessa Casa", contou o vereador.

Nesta última semana o conselheiro da Corte de Contas, Antônio Joaquim, negou pedido de Emanuel para suspender o relatório que reprovou as contas da gestão relativas a 2022. Como justificativa, foi apontado um rombo de R$ 1,2 bilhão no caixa da Prefeitura. 

Demilson afirma que as recusas do TCE aos pedidos do prefeito, demonstram que as contas da gestão são indefensáveis. Ao ainda lembrar que a análise do Tribunal de Contas é puramente técnica, enquanto na Câmara, questões políticas deverão ser levadas em conta. 

"Ali no TCE nós estamos falando de um julgamento técnico, diferente até do julgamento aqui dessa Casa - que pode ter um olhar de tecnicidade mas, igualmente, político. Então, ali ficou mais uma vez demonstrado uma terceira, quarta vez que as contas do prefeito Emanuel Pinheiro apresentam defeitos insanáveis", explicou.

O parecer segue em tramitação na Câmara, e caso seja reprovado, Emanuel corre risco de se tornar inelegível. 

No dia 21 do último mês, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento de Execução Orçamentária, da Casa, presidida por Demilson, acatou um pedido de Emanuel para adiar a entrega da sua defesa. Ainda que saiba, de antemão, que a intenção do prefeito é apenas atrasar a votação.

"Nós estávamos cumprindo rigorosamente o calendário. No entanto, o prefeito, na minha opinião, buscando procrastinar, apresentou um pedido de dilação de mais 15 dias para que ele pudesse apresentar a sua defesa. De uma forma democrática a Comissão entendeu, por se tratar de um prazo que não traz qualquer prejuízo para o seguimento do processo, por conceder mais esses 15 dias".

Demilson, apesar de ser o presidente da CFAEO, foi contrário ao adiamento da defesa: "Eu votei contra por entender que o prefeito na verdade só queria buscar procrastinar e enrolar, até porque nós não sabíamos, mas ele havia feito um pedido de reconsideração para o Tribunal de Contas, que lhe foi negado esta semana. Mas com a concessão desses 15 dias, esperamos votar essas contas de forma terminativa, e acabar toda enrolação entre o dia 18 e o dia 23", completou.