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POLÍTICA Segunda-feira, 11 de Março de 2024, 12:09 - A | A

Segunda-feira, 11 de Março de 2024, 12h:09 - A | A

DE VOLTA AO ALENCASTRO

Dilemário lamenta retorno de Emanuel e aposta que Câmara instala CPI contra prefeito de Cuiabá

Marisa Batalha/ O Bom da Notícia/Com Assessoria

Evelyn Siqueira/ O Bom da Noticia

Dilemario Alencar

Nesta segunda-feira(11), o vereador Dilemário Alencar(Podemos) lamentou o retorno de Emanuel Pinheiro(MDB) ao Palácio Alencastro. De acordo com o parlamentar, grande parte da população estaria indignada com a volta por conta da existência de provas robustas contra o prefeito de Cuiabá.

"A imensa maioria da população cuiabana está indignada com a volta do prefeito Emanuel Pinheiro para o local do crime, porque as provas apontadas pelo Ministério Público contra ele e vários assessores são contundentes e graves [...] Somente na Secretaria de Saúde tem fortes provas de desvio de R$ 220 milhões, imagina o valor da roubalheira em todas as secretarias da prefeitura?"

O parlamentar ainda fez questão de apontar os 16 pedidos de instalação de comissão processante protocolados na Câmara de Vereadores de Cuiabá contra o prefeito Emanuel Pinheiro.

"Desde que surgiram denúncias de desvio de dinheiro público na gestão do prefeito Emanuel, 16 pedidos de instalação de comissão processante foram protocolados na Câmara, mas todos pedidos foram rejeitados pelos vereadores que dão sustentação ao prefeito".

Contudo, ainda conforme Dilemário, ele aposta que nesta próxima terça-feira, 12 de março, pelo menos 15 vereadores poderão votar pela instalação da comissão, após este segundo afastamento de Pinheiro pela justiça. Sobretudo, pelo agravamento do desgaste do prefeito e a proximidade da eleição.

"O que percebo é que amanhã[terça] 15 vereadores poderão votar pela instalação da comissão. Pois acredito que os vereadores não podem mais ser omissos diante da usina de escândalos de corrupção que virou a Prefeitura de Cuiabá, pois só existe prefeito corrupto de uma cidade se a maioria dos vereadores for conivente com os atos do prefeito corrupto".

Ao ainda frisar que nesta segunda, o Colégio de Líderes da Câmara Municipal aprovou pedido de instalação de Comissão Processante, com pedido de cassação do prefeito Emanuel Pinheiro. E que, inclusive, o pedido deverá ser debatido na sessão desta terça, após oito vereadores - Dilemário Alencar, Demilson Nogueira, Sargento Joelson, Felipe Corrêa, Michely Alencar, Marcus Brito, Pastor Jeferson, Pastor Eduardo - votarem pela inclusão do processo na pauta.

Para ser aprovado o pedido de instalação de Comissão Processante o quórum é de maioria simples. Ou seja, dos 25 vereadores, é necessário o voto de 13 vereadores.

Retorno de Emanuel

Só para lembrar, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso acatou nesta segunda, a decisão do ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, que suspendeu todas as medidas cautelares contra o prefeito Emanuel Pinheiro. Beneficiando igualmente o ex-assessor da Secretaria Municipal de Governo, Gilmar de Souza Cardoso, o ex-secretário municipal de Saúde, Célio Rodrigues, e o ex-adjunto de Saúde, Milton Corrêa Costa.

"Determino o cumprimento da decisão do Superior Tribunal de Justiça que suspendeu as medidas cautelares diversas da prisão aplicadas aos requeridos, bem como a tramitação deste processo até o julgamento do mérito do Habeas Corpus n. 895940-MT por aquela corte superior", escreveu o desembargador Luiz Ferreira da Silva.

No início da semana passada, 4 de março, o desembargador Luiz Ferreira da Silva havia determinado o afastamento do prefeito de Cuiabá pelo prazo de seis meses, atendendo pedido do Ministério Público Estadual. Sob a suspeita de que o prefeito emedebista liderava uma Orcrim(Organização Criminosa) na Saúde da Capital.

Conforme e a denúncia do MPE, o esquema contava com a participação de Gilmar de Souza Cardoso, Célio Rodrigues e Milton Corrêa Costa, todos supostamente liderados pelo prefeito.

Na noite de quinta-feira passada, 7 de março, a defesa de Emanuel conseguiu reverter a situação sob a justificativa do ministro Ribeiro Dantas, do "perigo de dano, uma vez que Emanuel foi eleito para o cargo de prefeito municipal, e a decisão do Tribunal de Justiça de MT seria uma restrição à soberania popular".

Vale lembrar que esse foi o segundo afastamento de Emanuel, inclusive, pelo mesmo desembargador Luiz Ferreira da Silva. Pinheiro chegou a ser afastado do comando do Executivo municipal no dia 19 de outubro de 2021, no âmbito da Operação Capistrum, por supostamente usar contratações temporárias como moeda de troca política junto à Câmara.

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