Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

POLÍTICA Domingo, 26 de Fevereiro de 2023, 12:31 - A | A

Domingo, 26 de Fevereiro de 2023, 12h:31 - A | A

"PRERROGATIVA"

"Em Cuiabá, vereador não pode fiscalizar", diz Maysa ao apontar lei que exige aviso antecipado

Evelyn Siqueira/O Bom da Notícia

Em entrevista à Rádio Conti nesta última quinta-feira (23), a vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), criticou a lei municipal que obriga os parlamentares municipais a notificar a Prefeitura de Cuiabá de quando irão fiscalizar.

"Cuiabá é a única capital que o vereador não pode fiscalizar! Ainda que seja uma prerrogativa no trabalho do vereador. Pois existe uma lei de 2018, que exige que o vereador avise que irá fazer uma fiscalização. Ou seja, não é uma fiscalização, mas sim, visita de cortesia! E, eu, não fui eleita para fazer visita de cortesia”, afirmou

A vereadora ainda explicou que ‘fiscalizar não é ser truculento mas, sim, chegar de surpresa'. “É ver como funciona o dia a dia do órgão, pois se eu avisar que estou indo realizar uma fiscalização, estará tudo pronto para aparentar que tudo está funcionando bem!”. 

Durante a entrevista a parlamentar ainda ressaltou que o ‘jogo de empurra-empurra' entre o município e o governo do Estado, assim como oposição e a base da gestão do prefeito, Emanuel Pinheiro (MDB), causaram um verdeiro caos em Cuiabá. Ao pontuar que este 'cabo de guerra' transformou ‘Cuiabá em uma cidade sem lei’.

“Vemos que muitos perderam o foco, com essa briga de quem apoia Mauro e de quem apoia Emanuel. Os da base do prefeito propõem uma trégua, assim como a oposição, todo mundo quer ser quem fez a paz, mas não se trata de união e de paz, pois pode ter ideologias diferentes, até mesmo não se gostar, mas precisam estar na Câmara para trabalhar! E, Cuiabá hoje não está trabalhando! O que acontece em Cuiabá é um caos, e não somente na saúde, - que é mais urgente, pois as pessoas morrem -, mas também temos uma educação precária, os contratos não são claros, a lei de transparência não é utilizada, é como se ela não valesse, ou seja, virou uma terra sem lei”, disse