Quarta-feira, 24 de Julho de 2024

POLÍTICA Quinta-feira, 05 de Outubro de 2023, 13:37 - A | A

Quinta-feira, 05 de Outubro de 2023, 13h:37 - A | A

ROMBO NA SAÚDE

Ex-adjunto de Emanuel e empresário da Log Lab Inteligência Digital estão entre os alvos da PF

Da Redação do O Bom da Notícia

O ex-secretário adjunto de Saúde de Cuiabá, Gilmar Souza Cardoso, e o empresário Antônio Fernando Ribeiro Pereira, da Log Lab Inteligência Digital, estão entre os alvos da Polícia Federal, na Operação Iterum. Eles são suspeitos de integrarem um esquema de corrupção para desvio de dinheiro da Saúde, por meio de contratos na área de tecnologia da informação.

A empresa Global Genesis Tecnologia e serviços e a dona da empresa, Geanatan Andrade Mota, foram os outros alvos da PF. 

A suspeita é que Geanatan e a Global Genesis sejam "laranjas' da Log Lab, já que ela figura na investigação como ex-funcionária da empresa que prestou serviços à Prefeitura.

A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão contra os servidores Rogério Leandro Alves, Dejair José Pereira Júnior e Ramon Polaco Oliveira. Eles são investigados por, supostamente, má gestão dos contratos.

Durante as investigações, foram detectadas incongruências e graves irregularidades na execução de contrato de serviços de tecnologia, mantido pelo município entre os anos de 2017 e 2022 com empresa do ramo de informática. As análises realizadas com o apoio do órgão de controle não encontraram evidências da efetiva prestação dos serviços contratados, bem como de sua correlação com os respectivos pagamentos.

De acordo com a PF, o grupo - entre servidores, empresários e laranjas, alvos da operação -, movimentaram cerca de R$ 250 milhões nas contas bancárias dos envolvidos e todas passaram pelas contas da prefeitura, por meio da área de informática. Do montante milionário, pelo menos R$ 13 milhões à Secretaria de Saúde de Cuiabá. A soma gigantesca movimentada nas contas bancárias chamou a atenção da CGU, dando início à investigação.

As penas dos crimes imputados aos investigados pode chegar a 30 anos de reclusão.