Quarta-feira, 17 de Julho de 2024

POLÍTICA Domingo, 03 de Setembro de 2023, 12:55 - A | A

Domingo, 03 de Setembro de 2023, 12h:55 - A | A

DIZ MICHELLY ALENCAR

'Intervenção está tirando a Saúde de Cuiabá do colapso, mas solucionar um caos de anos é impossível'

Marisa Batalha/ O Bom da Notícia

Durante entrevista esta semana - ao talk show realizado pelo site RDNews -, a vereadora Michelly Alencar(União Brasil) lembrou que a intervenção na Saúde de Cuiabá, pelo Estado, determinada pela Corte de Justiça em março e prorrogada até 31 de dezembro de 2023, teve como objetivo tirar a pasta do colapso que estava vivendo na capital. E que seria impossível, contudo, solucionar um problema de duas gestões do prefeito Emanuel Pinheiro(MDB),' assim um caos de anos'.

"Os interventores estão com a responsabilidade de criar, em Cuiabá, medidas efetivas que ao longo do tempo comecem a trilhar por um caminho de equilíbrio. Pois o que aconteceu aqui foi um colapso oriundo de alguém, que neste caso o prefeito Emanuel Pinheiro, que não fez o papel que deveria ter feito".

Ao ainda apontar as inúmeras denúncias e operações policiais ocorridas na Saúde e contra a administração do prefeito emedebista, na capital.

"Quando eu falo que a saúde colapsou não sou eu que estou falando. A Justiça determinou a intervenção após 17 operações policiais em Cuiabá. Numa gestão que teve secretários afastados, secretários presos, secretário de governo com tornozeleira, primeira-dama que não pode nem ter acesso à secretarias por medida judicial [...] E quem sofre lá na ponta é a população cuiabana".

Ao ainda explicar que a Justiça ao ver a 'população perecer', entendeu que era necessário a intervenção.

"Essa medida[da Justiça] foi o grande desafio dos interventores. Fazer com que tivesse remédios nas farmácias, tivessem médicos nos postos de saúde, pois tinha unidade de saúde que estava há mais de um ano sem médico, funcionando só com enfermeira [...] Tinha unidade que não tinha nem médicos nem medicamentos. Ou seja, bem colapsada mesmo. Esse era o grande desafio, pois se não tinha estrutura em uma unidade básica, claro que isto iria impactar em todas as outras".

Ao, igualmente, pontuar que os interventores estão colocando 'as coisas minimamente para funcionar'.

"Então as unidades passaram a ter raio-x, medicamentos que foram comprados. Hoje você raramente não encontra medicamentos nos postos de saúde. Se não tem aquele dia pode ter certeza que está chegando à tarde ou está chegando no outro dia. Eles não faltam mais hoje. Ninguém fica mais uma semana esperando medicamento no postinho, ninguém fica mais meses, anos, sem remédios como acontecia. Quando não tinha, por exemplo, dipirona e quando a gente falava ficava parecendo que a gente usava a falta da dipirona para causar. Mas não tinha remédio também para pressão, medicamentos de uso contínuo, medicamentos para diabéticos. Este problema melhorou, mas não resolveu 100%. E vou dizer que não vai melhorar porque são anos com problemas dentro da pasta de saúde, a intervenção pegou a saúde da capital em um verdadeiro caos.  Então a gente tem, de acordo com a Justiça, até 31 de dezembro para que se façam as mudanças".