Quarta-feira, 24 de Julho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 10:48 - A | A

Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 10h:48 - A | A

REPRESENTAÇÃO NA COMISSÃO DE ÉTICA

Maysa Leão defende que Câmara investigue vereador, suspeito de integrar esquema do CV

Silvano Costa/Especial para O Bom da Notícia

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) defendeu nesta terça-feira (11), que a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Cuiabá investigue o vereador Paulo Henrique (MDB), suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho. 

Segundo Maysa, a Comissão irá possibilitar que o processo, que corre em segredo de justiça, seja consultado, que testemunhas sejam ouvidas e que o próprio vereador possa se defender.

"Nós temos que aqui abrir um processo interno, político, em um dispositivo adequado, que é a Comissão de Ética, para que ela possa requerer o processo judicial, que segue em segredo de justiça. Inclusive, poder ouvir os envolvidos, sobretudo, deixar que o vereador possa se explicar, e trazer testemunhas", explicou. 

Maysa junto com outros oito vereadores da oposição - Michelle Alencar (União Brasil), Demilson Nogueira (PP), Dilemário Alencar (União Brasil), Eduardo Magalhães (Republicanos). Luiz Fernando (União Brasil), Sargento Joelson (PSB), Robinson Cireia (PT) e Rogério Varanda (PSDB) - encaminharam à propositura para o conhecimento da Comissão de Ética da Câmara. 

Maysa ainda fez questão de frisar que o pedido do vereador Paulo Henrique nesta última terça-feira(11), para se afastar do cargo por 31 dias não irá anular o pedido realizado pelos vereadores.

Segundo a republicana, é essencial que a Casa de Leis não fique parada em relação ao caso, mesmo que o processo dure anos na Justiça. "A gente sabe que os processos judiciais demoram anos. É importante que a Casa tome providências rápidas. O que aconteceu com o vereador Paulo Henrique não é algo que nós estamos acostumados a ver, ele está sendo investigado por situações graves, e a Câmara não pode ficar inerte", contou.

Justificando a importância da atuação da Comissão de Ética no caso, Maysa citou a acusação de que Paulo Henrique teria usado a conta bancária do Sindicato dos Agentes de Regulação e Fiscalização do Município de Cuiabá (Sindarf), do qual é presidente, para transações pessoais, como a aquisição de uma bolsa de luxo no valor de R$5,9 mil. O vereador se diz inocente, e a Comissão poderia ouvi-lo e as demais testemunhas para dar luz à denúncia. 

"Por exemplo, no caso da bolsa de luxo que foi comprada pelo Sindicato. Ele alegou que foi uma rescisão contratual. Diante da Comissão de Ética, essa pessoa que recebeu essa bolsa pode vir depôr. Então é prudente da nossa parte abrir esse procedimento para que a gente possa dar uma resposta à sociedade e não cometer uma injustiça contra o vereador", expôs.

Pedido de licença

Nesta terça, o vereador Paulo Henrique pediu para se afastar do cargo por 31 dias, depois de se tornar um dos alvos  da Operação Ragnatela, desencadeada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) . 

“Quero comunicar a esta Casa, que neste momento, vou protocolar a minha licença de 31 dias. A minha prioridade, desse servidor de 36 anos de serviço público, é a minha honra, é a minha família. Fui acusado de atuar para liberação de alvarás para shows em troca de benefício e vantagens. Como vereador, fui procurado por promotores de shows pretendendo a liberação de licenças e alvarás. Sempre me limitei a encaminhar tais pedidos para a pasta especifica. Sem nunca ter requerido qualquer privilégio a qualquer pessoa que seja”, disse.