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POLÍTICA Terça-feira, 04 de Julho de 2023, 13:47 - A | A

Terça-feira, 04 de Julho de 2023, 13h:47 - A | A

DIZ DILEMÁRIO

'Pinheiro não é afastado do cargo pois Câmara se tornou "puxadinho do gestor'

Evelyn Siqueira/ O Bom da Notícia

O vereador Dilemário Alencar (Podemos) afirmou durante entrevista à Rádio Capital FM nesta segunda-feira (03), que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), mantém um puxadinho de seu gabinete, na Câmara Municipal. Este, aliás,  seria o real motivo para que o emedebista não seja afastado pela Casa de Leis. 'Ele mantém um forte alinhamento com a maioria dos vereadores’.

“Eu já pedi dois afastamentos do prefeito! O último com 1.500 páginas, com fartas provas, todas contundentes. A questão é que a Câmara não consegue afastá-lo, porque ele mantém um forte alinhamento com a maioria dos vereadores. No Poder Judiciário, aqui foi feito justiça!”, disse

Dilemário chegou a alegar ter dúvidas sobre a retomada do afastamento do emedebista da Prefeitura de Cuiabá, pela Justiça, já que segundo ele, Brasília se tornou a ‘cidade da impunidade’.

“Aqui o Poder Judiciário e o Ministério Público agiram e afastaram Emanuel por quase 40 dias, mas quando chega em Brasília, é um festival. Hoje em Brasília, se você tem uma articulação jurídica, você pode tudo. Ou seja, lá em Brasília está sendo a cidade da impunidade!”, pontuou    

Vale lembrar, que em 2021, Emanuel Pinheiro ficou afastado 38 dias do cargo, após a deflagração da operação Capistrum pelo Ministério Público Estadual (MPMT) e Polícia Civil. Na época, além do emedebista, o seu chefe de gabinete, Antônio Monreal Neto, e a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, também foram afastados da função. Além da proibição da primeira-dama, Marcia Pinheiro de entrar no Palácio Alencastro.

Monreal Neto chegou a ser preso por descumprir as medidas. Ao todo, houve um sequestro de bens no montante de R$ 16 milhões. 

Segundo as investigações, Emanuel teria realizado mais de 3.500 contratações temporárias na Secretaria de Saúde, a maioria ilegais, com pagamentos de "prêmio saúde" de até R$ 5,7 mil, para acomodar e atender compromissos de aliados políticos, principalmente, vereadores.

O gestor retornou para o cargo após uma decisão singular do ministro relator. No entanto, o MP recorreu e, durante a tramitação do recurso, houve a oferta de acordo de não persecução cível. Agora, a Corte Especial avaliará o caso. O processo no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) segue em segredo de Justiça, na relatoria do ministro Humberto Martins.

A Corte Especial irá ainda apreciar o recurso do Ministério Público Estadual que busca o afastamento do gestor de Cuiabá.