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POLÍTICA Segunda-feira, 25 de Novembro de 2019, 17:09 - A | A

DESAFIO DO 'GANHA GANHA'

Prefeito volta a desafiar Mauro sobre quem faz mais obras e 'que abre mão das que fez até agora'

Marisa Batalha - O Bom da Notícia

(Foto: Sicom/Prefeitura de Cuiabá)

HMC 1.jpg

 

O prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro, voltou a refutar a falta de anestesistas e pediatras na nova unidade de saúde, o HMC, inaugurado na segunda-feira da semana passada, 18 de novembro.

 

Voltando a apelar para a imprensa para que o ajudasse a combater informações fake news, sob o argumento que estaria sendo alvo de inveja.

 

Em coletiva nesta segunda-feira (25), ao dar explicações mais 'pari passu' sobre a transferência por etapas do Pronto Socorro para o Hospital Municipal de Cuiabá, Pinheiro voltou a ironizar a oposição, revelando que estaria sendo alvo de 'ciúmes'. E mesmo evitando dar nomes frisou que 'muitos estariam torcendo pelo quanto pior, melhor'. 

 

Reiterando que o HMC é um case de sucesso, e lembrando que ainda faltaria entregar a capela da unidade de saúde, como ironia ao que classificou de 'perseguição e inveja' e que então a oração ajudaria bastante neste processo.

 

Mas a parte o desafio de Pinheiro à Mauro, ou das explicações sobre a transferência por etapas do Pronto Socorro para o HMC e, sobretudo, os alertas aos fakes, o Conselho Regional de Medicina voltou a enviar aos mailings dos sites e jornais nesta segunda, informações sobre relatos que teriam chegado no CRM, de falta de médicos anestesiologistas e pediatras

Ainda na conversa com jornalistas relembrou do sucesso da solenidade de entrega do HMC, e que estaria orgulhoso por ter reunido as maiores personalidades políticas do Estado na sexta e última etapa do novo hospital.

 

"Pensa num cara orgulhoso. Orgulhoso não só pela entrega da obra, mas ainda por ter conseguido um feito histórico, que foi reunir na mesma solenidade cinco ex-governadores, o atual governador. Ainda estiveram na inauguração, 8 dos 11 congressistas; 16 dos 24 deputados estaduais e 17 dos 25 vereadores de Cuiabá. Além do presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha e ainda presidente nacional do meu partido, o MDB, o deputado federal Baleia Rossi".

 

E ao saber que o governador Mauro Mendes estaria hoje anunciando a retomada das obras dos hospitais Júlio Muller e Central, brincou sobre se colocar 100% à disposição do gestor estadual. Sem esquecer do desafio já proposto ao governador. Desmentindo que estaria fazendo provocações ao gestor democrata ao propor a disputa para o chefe do Executivo estadual, sobre quem entregaria mais obras à Cuiabá. Pontuando que a disputa seria boa, pois seria a população quem ganharia com isto. 

 

E que para este desafio, ele nem ao menos colocaria a obra do HMC 'na roda', assim deixaria para trás todas as obras feitas até agora por ele, desde que assumiu a Prefeitura de Cuiabá, e começariam os dois - Emanuel e Mauro - para ver quem entregaria mais obras na capital.

 

"Não é uma disputa eleitoreira. Me coloco 100% à disposição do governador para ajuda-lo na retomada das obras. Mas quer me ajuda, então para de bobagem. Quer meu apoio terá 100% do meu apoio para o hospital Central, para o Júlio Muller. Mas tem que colocar o VLT[Veiculo Leve Sobre Trilhos]. E me ajudar a consolidar o HMC. Pois até agora só fala, mas nada né! E estou pronto para este desafio. É um Ganha Ganha, isto é saudável e bom para a população, pois nesta de quem entregar mais obras é a população que receberá este benefício [...]".

 

CRM volta a falar sobre falta de médicos

 

Mas a parte o desafio de Pinheiro à Mauro, ou das explicações sobre a transferência por etapas do Pronto Socorro para o HMC e, sobretudo, os alertas aos fakes, o Conselho Regional de Medicina voltou a enviar aos mailings dos sites e jornais nesta segunda, informações sobre relatos que teriam chegado no CRM, de falta de médicos anestesiologistas e pediatras.

 

No release, a Sociedade Matogrossense de Anestesiologia ainda repudia a abertura de qualquer unidade de atendimento à saúde sem a contratação completa do corpo clínico. E que também os problemas de saúde de Cuiabá não parariam por aí. Ao lembrar dos atrasos recorrentes em pagamentos, de até cinco meses, aos anestesiologistas que atuam nos outros hospitais municipais da cidade.

 

E ainda ao mais de meio milhão de reais que a Prefeitura de Cuiabá estaria devendo aos hospitais filantrópicos do IVQ, incentivo financeiro que paga os profissionais médicos para o atendimento no SUS. E que por conta desta dívida, de acordo com o presidente da Soma, Diogo Sampaio, os anestesistas declinaram de trabalhar no HMC.

 

“Essa dívida gera insegurança e faz com que os anestesiologistas da capital não acreditassem no pagamento de seus honorários no HMC”, explica Diogo Sampaio.

 

O CRM também reafirmou que abrirá uma sindicância para investigar as denúncias e por meio nota criticou que uma obra do porte do HMC que prometia ser sinônimo de melhorias para o atendimento à saúde mato-grossense, poderia agora estar trazendo riscos à população.

 

"Uma unidade médica deste porte, que prestará atendimentos de urgência e emergência, não deve, em hipótese alguma, abrir suas portas sem a estrutura mínima necessária, conforme estabelecido pela Resolução CFM 1451/95", ainda destaca o documento.  



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