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POLÍTICA Quinta-feira, 30 de Maio de 2024, 08:06 - A | A

Quinta-feira, 30 de Maio de 2024, 08h:06 - A | A

OPERAÇÃO MIASMA

Vereador Luiz Fernando ironiza Emanuel: ‘prefeito acordou com a polícia batendo na sua porta’

Silvano Costa/Especial para O Bom da Notícia

Reprodução

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O vereador Dr. Luiz Fernando (União Brasil) - conhecido pela forte oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro -, voltou esta semana a tecer críticas à gestão da Prefeitura de Cuiabá. O unista citou a operação Miasma deflagrada pela Polícia Federal nesta terça, por possíveis crimes de fraude em licitações na Secretaria de Saúde da capital mato-grossense, ao afirmar que as operações policiais contra a administração de Emanuel Pinheiro(MDB) viraram uma constância. 

Luiz Fernando aproveitou a oportunidade para ironizar a fala de Emanuel Pinheiro, após chamar a oposição de "picolé de chuchu" na segunda-feira (27), para apontar que seria, contudo, 'na casa do prefeito que a polícia bate na porta'.

"Me chamou de picolé de chuchu, mas a polícia não está na porta da minha casa, está na porta da casa dele. Quando eu digo casa dele, estou dizendo na Prefeitura de Cuiabá. Então, olha a irresponsabilidade. Fica menosprezando a oposição porque nós o denunciamos", disse. 

Segundo o vereador, a atitude constante de denúncia dos membros da oposição incomoda Emanuel Pinheiro.

"Nós somos um pequeno grupo de vereadores, mas que denunciamos todos os descasos que têm acontecido em Cuiabá. Isso deixa ele um tanto quanto chateado", apontou. 

Uma das licitações investigadas pela Operação Miasma é a contratação de uma empresa para o fornecimento de um software de gestão documental por um valor aproximado de R$14 milhões. Para Luiz Fernando, o escândalo se torna ainda maior por se tratar de um software de gestão, algo que para ele inexiste na capital.

"Pelo que eu li na mídia, a contratação de um software no valor de 14 milhões de reais. E olha que ironia, um software de gestão. Que gestão tem nessa cidade que está suja, esburacada, médicos há quatro meses sem receber? Então nem precisa investigar muito que esse software não funciona e mais uma vez nós estamos vendo aí um descaso com o dinheiro público", contou. "E já não é a primeira vez, já vai pra 20ª vez", completou ao citar que se trata da vigésima operação policial enfrentada pela gestão da Prefeitura.

Luiz Fernando ainda questionou que denúncias como essas estavam sendo investigadas pela Comissão Processante, suspensa no último dia 15 por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). De acordo com ele, a oposição foi "impedida de realizar seu trabalho". 

"Nós estávamos numa Comissão Processante investigando essas denúncias. Vale lembrar que o Judiciário em uma decisão um tanto quanto contraditória, suspendeu essa Comissão. Ou seja, nós queremos investigar, nós queremos fazer o nosso trabalho, mas, infelizmente, fomos barrados da continuidade", reclamou.

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