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AGRO & ECONOMIA 17.09.2019 | 19h:00

Dólar mantém alta e volta a superar R$ 4,10 com crise do petróleo

Por: IG Economia

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Dólar mantém alta e volta a superar R$ 4,10 nesta terça com crise do petróleo

A tensão gerada pelos ataques com drones à Saudi Aramco, a maior petroleira do mundo, segue refletindo no mercado. Às 11h55 dólar comercial opera com valorização de 0,50% nesta terça-feira, valendo R$ 4,1005. O Ibovespa, principal índice da B3, opera com queda de 0,22%, recuando a 103.456 pontos.

Leia também: Preço do petróleo dispara e atinge maior alta desde a Guerra do Golfo

Na véspera, a Petrobras registrou fortes ganhos, fechando com alta de quase 5%. Neste pregão, os investidores aproveitam para embolsar os lucros, o que explica a queda de 2,17% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 2,16% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto).

"Hoje os investidores aproveitam para embolsar os lucros da forte alta da véspera. É o ajuste técnico do mercado que explica as quedas nas ações da empresas", destaca Pedro Galdi, analista da corretora Mirae Asset.

A Petrobras , por sua vez, anunciou que não ia revisar os preços dos combustíveis por enquanto. A notícia, na leitura dos analistas, também impacta negativamente no comportamento das ações da estatal nesta terça.

"Internamente, qualquer risco de manipulação nos preços de combustíveis pela Petrobras será acompanhada de perto pelos investidores", escreveram os analistas da Levante Investimentos.

preço do petróleo  no mercado internacional, que disparou e fechou com alta de 14,6% nesta segunda (o maior ganho percentual diários desde 1988), opera com queda nesta terça. O barril do tipo Brent registra variação negativa de 1,38%, aos US$ 68,07.

A queda do preço do petróleo contribui para que as aéreas, que na véspera tiveram fortes perdas, revertam os cenário e registrem lucros. A Azul sobe 3,97%, ao passo em que a Gol tem valorização de 4,99%.

Ainda em relação à agenda externa, os investidores aguardam a reunião do Banco Central americano (Federal Reserve - Fed ), a qual vai definir a política de juros da maior economia do mundo.

Nesta semana, o BC brasileiro também se reúne para debater e decidir qual será o comportamento dos juros local. Os analistas projetam que a autoridade monetária vai cortar a taxa em 0,5 ponto percentual, fazendo com que a taxa básica de juros ( Selic ) renove a mínima histórica, passando de 6% para 5,5% ao ano .

Leia também: Equipe de Guedes avalia congelar salário mínimo para economizar R$ 35 bilhões

Mesmo em meio às tensões geopolíticas, os analistas não acreditam que o ataque contra a Aramco teria força, neste momento, para reverter uma tendência de redução de juros que é observada nas recentes reuniões dos Bancos Centrais.



Fonte: IG Economia
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