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GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA 17.07.2019 | 11h:21

Fávaro diz que nunca desconfiou de grampos e classifica ex-governo como “repugnante”

Por: Ana Adélia Jácomo

Divulgação

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Após ser citado pelo coronel da Polícia Militar Evandro Lesco, no reinterrogatório realizado ao juiz Marcos Faleiros que apura o caso conhecido como “grampolândia pantaneira”, o ex vice-governador do Estado, Carlos Fávaro (PSD), disse nesta quarta-feira (17) que está surpreso por também ter tido seu celular grampeado durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

 

De acordo com Fávaro, havia uma fofoca que corria no Palácio Paiaguás de que diversos nomes do primeiro escalão do governo tiveram as ligações interceptadas de forma ilegal, a mando do ex-governador e do secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques

De acordo com ele, havia uma fofoca que corria no Palácio Paiaguás de que diversos nomes do primeiro escalão do governo tiveram as ligações interceptadas de forma ilegal, a mando do ex-governador e do secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques. Mas as suspeitas nunca haviam sido confirmadas. 

 

“É um sentimento de revolta, um sentimento de repúdio. Lá atrás, quando tinha a fofoca, até então eram fofocas que se confirmam hoje como fatos reais e é repugnante essa de situação. É um crime hediondo cercear a liberdade, cercear a privacidade”, disse ele em entrevista à Rádio Capital FM. 

 

Fávaro afirmou que irá processar Pedro Taques, Paulo Taques e os coronéis Evandro Alexandre Ferraz Lesco e Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior. “Vou tomar as providências jurídicas, não pra reparar esse dano, mas para trazer a culpa aos que providenciaram e fizeram esse ato hediondo de cerceamento. Acredito que as outras pessoas que foram grampeadas também devem fazer a mesma coisa’, afirmou ele. 

O governo não se preocupava em fazer gestão, em resolver os problemas do Estado de Mato Grosso, mas estava vocacionado à arapongagem, a bisbilhotices, a querer saber da vida dos outros de forma ilegal. É medíocre

 

O ex vice-governador renunciou ao cargo seis meses antes do fim do mandato e deixou o Governo do Estado em 2018 sob forte desgaste com o então governador. Após saber que teve suas ligações interceptadas, ele disse que passou a entender o motivo de Pedro, segundo ele, não se importar em aprimorar sua gestão, mas se comportar de forma “medíocre”. 

 

“Isso confirma o resultado do governo, que acabou de forma desastrosa, e me traz um momento de reflexão do porquê esse governo não deu certo, do porquê cheguei ao ponto de ter que renunciar. Eu não sabia desses fatos na época da renúncia.

 

O governo não se preocupava em fazer gestão, em resolver os problemas do Estado de Mato Grosso, mas estava vocacionado à arapongagem, a bisbilhotices, a querer saber da vida dos outros de forma ilegal. É medíocre e chega a esse final trágico agora com a confissão desses crimes hediondos”, completou Fávaro. 

 

Apesar de ter renunciado ao cargo na época, Fávaro negou que tenha tido atritos com o ex-governador, que justificassem de alguma forma a ordem para ser grampeado. “Nunca tive atrito. Isso só mostra o perfil de desconfiança, de insegurança, de uma pessoa mal resolvida. Quando entramos juntos no projeto de ajudar Mato Grosso, em hipótese alguma desconfiei que chegaria numa situação tão repugnante como essa”, disparou ele. 

 

Atualmente, Carlos Fávaro é titular do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat) em Brasília. Ele foi convidado pelo governador Mauro Mendes (DEM), após ter concorrido ao Senado Federal no pleito de 2018, mas ter saído derrotado nas urnas, conseguindo 434.972 mil votos. 

 

Ele já anunciou recentemente que, caso a senadora eleita Selma Arruda (PSL) tenha o mandato cassado em segunda instância, se dispõe a enfrentar as eleições suplementares este ano. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou, por unanimidade o mandato da senadora, acusada de caixa dois e abuso de poder econômico.

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