icon Sexta-feira, 24 de Maio de 2019

SAÚDE & BEM ESTAR - A | + A

DOENÇAS RARAS 25.03.2019 | 12h:20

Testes genéticos em bebês avançam

Por: A/E

Reprodução

Reprodução

A relações-públicas Bárbara Mazoni, de 28 anos, amamenta Rafael, de 6 meses, a cada três horas. A rotina é a mesma de qualquer bebê, a não ser por um detalhe: Rafael tem risco alto de desenvolver uma doença que inibe a liberação de glicose pelo corpo, de modo que o cuidado com sua alimentação é mais rigoroso. Quem olha para ele, gordinho e esperto, nem imagina. Bárbara só sabe porque submeteu Rafael a um teste genético logo que ele nasceu.

 

A adesão a testes genéticos em recém-nascidos sem sintomas cresce no Brasil. Exames desse tipo podem ser feitos nos primeiros dias de vida do bebê, com o tradicional teste do pezinho, e avaliam, em alguns casos, o risco de ele ter problemas de saúde nos próximos anos. 

 

Em outros, detectam condições de saúde já existentes, mas invisíveis a pais e médicos. Rafael nasceu no tempo certo, cheio de saúde. Mesmo assim, Bárbara optou pelo mapeamento - e o exame detectou uma alteração genética. 

 

“Deu risco de glicogenose hepática. Nunca descobriríamos se não fosse pelo teste.” Rara, a glicogenose hepática pode causar hipoglicemia e afetar o desenvolvimento neurológico do bebê.

 

“A orientação é não desmamar na madrugada, tentar fazer com que se alimente de três em três horas.” Após o resultado, a mãe levou o pequeno para fazer uma bateria de exames complementares. 

 

A indicação desses exames não é um consenso. Afinal, é melhor conhecer ou não os riscos de doenças em crianças que nasceram saudáveis? Se, por um lado, os resultados permitem saber as probabilidades e tomar medidas de prevenção, por outro o receio é causar ansiedade desnecessária nos casais. 

 

“O teste do pezinho tradicional é ótimo e já salvou muita gente, mas tem limitações importantes. Hoje, no Brasil, só se faz teste para seis doenças, e um exame ampliado, que é particular, chega a 38”, diz David Schlesinger, diretor do Mendelics, laboratório que lançou em 2018 o Primeiro Dia, o exame que Rafael fez. “Focamos somente nas doenças que são absolutamente tratáveis e graves. 

 

Não estamos dizendo cor de olho azul ou verde ou doença de Alzheimer quando tiver 80 anos.” O teste da Mendelics analisa 287 genes ligados a 150 doenças graves e raras, entre elas hemofilia e um tipo de câncer ocular que acomete crianças. Todas, segundo Schlesinger, podem se manifestar ainda na infância. Nas mãos dos pais, o resultado não é um diagnóstico. O exame pode indicar alto risco para determinado problema de saúde.

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

CONFIRA TAMBÉM NESTA SEÇÃO:































logo O bom da notícia

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte;

Copyright © 2018 - O Bom da Notícia - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet