Sábado, 25 de Maio de 2024

ARTIGOS Quinta-feira, 09 de Maio de 2024, 18:12 - A | A

Quinta-feira, 09 de Maio de 2024, 18h:12 - A | A

Rosana Vargas

Nascer de novo?

O velho ditado ‘nasceu de novo’ é comum ser dito quando alguém escapa de uma grande tragédia, que parecia impossível o corpo físico sobreviver. 

Mas, o que pensar quando esse ditado é afirmado, ao pé da letra, quando falamos do ‘nascer de novo’, como a expressão máxima da reencarnação, um termo cunhado por Allan Kardec em meados do século XIX?   Na Bíblia, em João 3:1-21, foi Jesus Cristo, que falando para Nicodemos, um fariseu, disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Mas, como então se dá esse 'nascer de novo’? Ao desencarnarmos, retornamos ao plano espiritual, aguardando a oportunidade de uma nova experiência terrena, preparando-nos para uma nova encarnação, dando continuidade ao nosso processo de evolução espiritual.  

Muitos ainda perguntam: qual o propósito de nascer de novo? A resposta reside na busca pela perfeição espiritual. Um processo de evolução gradual, moldado por nossas ações e aprendizados em cada encarnação. Através das sucessivas reencarnações, a humanidade e o indivíduo progridem em sua jornada evolutiva, promovendo a evolução individual em um processo sutil e contínuo, como um movimento invisível. A cada passo nesse caminho, aproximamo-nos da perfeição, um objetivo final que todos podemos alcançar, pois somos filhos de Deus.  

Existem indícios que corroboram a existência da reencarnação? Creio que sim. Já se questionou a origem de sua profunda conexão com determinadas pessoas? Já se indagou sobre as causas das disparidades socioeconômicas entre os indivíduos? Já se perguntou por que uns desencarnam tão cedo e outros tão velhinhos? Já se deparou com casos de crianças que demonstram habilidades excepcionais, como tocar piano com maestria ou falar idiomas fluentemente, sem qualquer aprendizado formal, como se tivessem memórias de vidas passadas?

Já se questionou se tais eventos configuram uma injustiça divina? No entanto, em todas as religiões, a crença na justiça divina é um princípio fundamental.  

E realmente Deus não é injusto. A reencarnação é um presente divino que nos impulsiona a nos tornarmos seres melhores. Quando os habitantes da Terra vivenciarem plenamente os ensinamentos do primeiro mandamento - amar a Deus acima de tudo - e do segundo - amar ao próximo como a si mesmo -, nosso planeta deixará de ser um local de expiação e provações, transformando-se em um mundo mais justo e fraterno. Será que esses dois mandamentos norteiam suas ações no dia a dia?  

Lamentavelmente, a resposta para muitos é negativa. Como Jesus ensinou: 'Na casa de meu Pai há muitas moradas'. Se realmente internalizássemos e praticássemos esses mandamentos, já estaríamos em um estágio espiritual mais elevado, em outras moradas.  

A reencarnação, essa dádiva divina, nos oferece a oportunidade de aprimorarmos nossa alma e contribuirmos para a construção de um mundo melhor. Que possamos aproveitar cada encarnação para amar, aprender e evoluir, semeando a paz e a justiça em nosso planeta.  

Esse assunto será um dos temas debatidos no 7º Congresso Espírita de Mato Grosso, promovido pela Federação Espírita de Mato Grosso (Feemt), que acontecerá em Cuiabá, de 30 de maio a 2 de junho.   

Rosana Vargas, é jornalista, empresária, voluntária e espírita.