Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026

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BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Após MT registrar 1ª morte por chikungunya no país, Cuiabá soma mais de 70 casos de dengue

Evelyn Souza/ O Bom da Notícia

Cuiabá já registrou 77 casos confirmados de dengue em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. Apesar da redução em comparação com o mesmo período do ano passado, a Prefeitura alerta que o risco continua, já que o mosquito transmissor ainda está presente em várias regiões da cidade.

Além dos casos de dengue, o município contabiliza 31 casos confirmados de chikungunya neste ano. Já a zika não teve nenhum caso confirmado até o momento. Um óbito suspeito por dengue segue em investigação.

De acordo com o boletim epidemiológico da 6ª Semana Epidemiológica, somente na última semana foram registrados 16 novos casos de dengue. Não houve novos registros de chikungunya ou zika nesse período.

Na comparação com 2025, houve uma redução de 87,4% nos casos de dengue e de 99,3% nos casos de chikungunya.

Apesar da queda no número de doentes, o Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 26 e 30 de janeiro, mostrou que o mosquito ainda está presente em níveis considerados preocupantes.

Foram vistoriados 11.271 imóveis em diferentes regiões da cidade. O Índice de Infestação Predial foi de 5,5%, número que indica situação de alerta. Nenhuma região apresentou índice baixo.

Os bairros com maior infestação estão nas regiões Norte e Oeste da capital.

Vale lembrar que no dia 20 deste mês o Estado registro a primeira morte por chikungunya no Brasil em 2026, registrada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (a 552 km de Cuiabá), conforme dados do painel oficial do Ministério da Saúde. A identidade da vítima não foi divulgada.

De acordo com o Ministério, a vítima morreu em decorrência de complicações causadas pela doença. Além do caso confirmado, uma segunda morte suspeita por chikungunya é investigada em Sinop, a 503 km de Cuiabá.

A maior parte dos criadouros foi encontrada em:

  • caixas d’água, tambores e barris no chão (40,5%);

  • lixo descartado de forma irregular (23,1%);

  • vasos e pratos de plantas (22,1%).

Isso significa que a maioria dos focos está dentro das próprias residências.

A Prefeitura reforça que a população deve permitir a entrada dos agentes de combate a endemias e manter os cuidados diários, como:

  • eliminar água parada;

  • manter caixas d’água fechadas;

  • descartar lixo corretamente;

  • limpar calhas e recipientes que acumulam água.

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