CIDADES Domingo, 22 de Dezembro de 2019, 15:30 - A | A

O BOM VELHINHO

Psicóloga garante que Natal é importante para a criatividade da criança, mas alerta sobre mentiras

O Bom da Notícia

Chegou o Natal! Com ele os presentes, festas, reuniões em família, almoços e confraternizações. Apesar de ser uma festa de religiosidade e fé por conta do nascimento de Jesus Cristo e, assim, o grande espírito de fbenevolência que se espalha, a data pode ser comemorada e interpretada, no entanto, de diversas maneiras.

 

Há quem acredite e encante as crianças com a chegada do Papai Noel, aquele bom velhinho que presenteia todos os anos. Para outras famílias a comemoração é mais religiosa, tratando desde a infância sobre o nascimento de Cristo, o filho de Deus que veio para trazer salvação aos humanos.

 

Também tem quem mescle os dois contos. Mas, qual a importância da magia e fantasia na vida dos pequenos? Até que ponto isso é saudável? Ou, porque não envolvê-los nisso? Como e quando contar a verdade?

 

Assessoria

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A psicóloga Morgana Moreira Moura conversou com O Bom da Notícia e afirmou que não há uma regra sobre a inserção magia e de quando apresentar a realidade às crianças. Decisão deve ser uma escolha baseada no diálogo entre pais e filhos.

 

Professora de libras em escola pública, Caroline Souza, 25 anos, tem dois filhos Valentina de 3 anos e Lorenzo de 7 meses. Ela conta que é pequeno o envolvimento da filha mais velha com a existência do Papai Noel. A decisão foi tomada por uma experiência negativa que o encantamento trouxe a um primo. “Reginaldo, meu primo, acreditava muito em Papai Noel, era apaixonado nisso. Quando soube a verdade ficou revoltado porque se sentiu enganado por todos da família”, conta.

 

Na casa de Caroline a realidade natalina é mais religiosa, voltada à fé Cristã. “Eu compro presentes. Explico para Valentina que é a mamãe, papai, vovó, vovô, madrinha quem compram os presentes. Já levei ela para tirar foto com Papai Noel, mas explico que é um velhinho bom. Também trabalho a minha realidade religiosa, com o nascimento de Jesus. Tento encantá-la sem enganar muito, porque também não fui criada assim. Com o mais novo terei o mesmo comportamento”, afirma. 

  

Eles vão crescendo e deixo automaticamente eles descobrirem que é uma fantasia. Tirar isso da criança agora rouba parte da infância dela.

Secretária Bia Portela, 35 anos, é mãe de três. São dois meninos: Bruno com 19 e João de 16, e a caçula de 2 anos. Para ela a magia, não só do natal, mas da páscoa, fada do dente, dentre outras, deve fazer parte da infância da criança que quando crescer descobrirá a realidade sozinha.

 

“Eu levo para ver o Papai Noel, para tirar foto, digo para pedir o presente a ele. Foi assim com meus dois mais velhos e da mesma forma com a Sophia, que ainda tem dois anos. Eles vão crescendo e deixo automaticamente eles descobrirem que é uma fantasia. Tirar isso da criança agora rouba parte da infância dela. A fantasia das datas comemorativas, acho importante ela passar. Acho muito trágico falar para a criança que nós damos os presentes”, argumenta. 

 

Magia e realidade 

 

Conforme a psicóloga Morgana Moreira Moura, o contato com a fantasia natalina e com a chegada do Papai Noel são importantes para o desenvolvimento da criatividade da criança, pois o encantamento provoca nos pequenos um sentimento bom e ajuda na imaginação. O principal fator para avaliar quando e como inserir a realidade é a observação dos responsáveis, através do diálogo.

 

“Essa revelação pode ser brusca, quando a criança encontra o pai disfarçado de Papai Noel, ou gradativa. A escolha é dos cuidadores, quem cria e educa a criança. Não existe uma regra a ser seguida ou marcador de idade. Se essa magia está fazendo bem para o filho, não há prejuízos. É importante esclarecer que o diálogo é que mostra a relação que a criança tem com a fantasia e contribui para o cuidador tomar a melhor decisão na hora de contar a verdade”. 

 

Moura diz que se a criança perguntar é importante contar a verdade, pois ela está questionando a própria realidade. Apesar disso, a especialista alerta que não é saudável que os adultos insiram mais invenções para prender as crianças. “Quando os adultos começam a mentir muito, inventar novas coisas pode gerar alguns prejuízos”, finaliza.

 

A lenda e a origem 

 

 

 

Assessoria

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 A origem histórica do Papai Noel está diretamente relacionada com São Nicolau de Mira, um bispo cristão que viveu entre os séculos 3 d.C. e 4 d.C

A lenda diz que o Papai Noel, o velhinho barbudo e barrigudo que se veste de vermelho, voa em seu trenó puxado por oito renas, distribuindo presentes em todos os lares no Mundo. Antigamente, descia pela chaminé e colocava os presentes dentro de meias, deixadas perto de uma lareira ou debaixo da árvore de Natal. No Brasil, a chaminé é mais rara, então os contos mudam.

 

A residência oficial é Polo Norte, na maioria das histórias. A origem histórica do Papai Noel está diretamente relacionada com São Nicolau de Mira, um bispo cristão que viveu entre os séculos 3 d.C. e 4 d.C. São Nicolau viveu na Ásia Menor (região que corresponde, atualmente, à Turquia) e ficou conhecido por sua generosidade. Religioso, filho de uma família abastada e, após a morte prematura de seus pais herdou a riqueza de sua família. Passou, então, a utilizar a herança para distribuir presentes entre os pobres, sobretudo para as crianças órfãs. 

 

A devoção a São Nicolau é muito forte em alguns lugares, como na cidade italiana de Bari. Além disso, esse santo católico tornou-se o padroeiro dos pobres, dos órfãos e de algumas nações, como Grécia e Rússia. Em razão do nascimento de Jesus, que recebeu presentes dos três reis magos (incenso, ouro e mirra), e pelos agrados feitos por São Nicolau, no dia 25 de dezembro criou-se o hábito de distribuir presentes entre amigos e familiares. Mas, na verdade, não se sabe ao certo o dia em que Jesus Cristo nasceu. (Com informações do Brasil Escola)



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