Sábado, 25 de Maio de 2024

O BOOM DA NOTÍCIA Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2024, 17:42 - A | A

Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2024, 17h:42 - A | A

EM MT

Ex-secretário repudia calúnia feita por Cooperativa; idoso de 87 anos é legítimo dono das terras

Da Redação do O Bom da Notícia com Assessoria

O pecuarista e ex-secretário, Antenor Figueiredo veio à público desmentir e repudiar as calúnias realizadas pela Cooperativa - Cooperpantanal sobre supostas ‘grilagem e pistolagem’.

Por vídeo e por nota encaminhados à imprensa, Antenor destaca que a propriedade trata-se de 500 hectares, comprados de Antônio
Soares da Silva de 87 anos, proprietário legítimo das terras, localizadas no Distrito de Mimoso - distante cerca de 100 km de Cuiabá e 8 da Baía de Chacororé.

“Eu vim repudiar essa mentira, essa calúnia, essa mentira que está saindo em meu nome. Sou uma pessoa de boa fé. Sou mimosiano também, minhas raizes são mimosianas e eu jamais fiz pistolagem muito menos grilagem de terras. Estou aqui com o senhor Antônio legítimo proprietário das terras e eu adquiri esses 500 hectares dele”, destacou em vídeo gravados no local.

Os fatos apontados pelo pecuarista foram confirmados enfaticamente pelo idoso de 87 anos que desde o seu nascimento é proprietário das terras.

“Eu sou o proprietário legítimo […] Nasci aqui, tenho 87 anos, vivi minha vida inteira aqui, naquele tempo como pobre criado descalço, porque aqui era sertão. Eu vendi essa parte de terra aqui, os 500 hectares para o Antenor. Ele não está aqui grilando nada e isso eu provo aqui, ou em qualquer repartição […]. Vendi porque estou cansado de muita perseguição e tenho que sobreviver. Então, eu não tenho direito, enquanto brasileiro de vender o que é meu?”, questionou Antônio.

“Queria saber onde está esse direito de eu não poder vender o que é
meu. Vendi por minha precisão, porque estou cansado, doente e preciso sobreviver e tratar da minha família. Porque não sei pedir nem robar e tem vergonha na cara.
E sou conhecido na região como um homem trabalhador.
Não como o grileiro, como saiu em várias, em várias imprensas aí dizendo que sou o grileiro.
Eu não sou grileiro. Se já viu uma pessoa que tem uma posse de 80 e tantos anos ser grileiro? O que estão dizendo é uma calúnia e o que querem fazer com o Antenor é uma cilada! E eu não aceito nada do que estão fazendo com ele”, finalizou.

ENTENDA OS FATOS

A Cooperpanal criada em 2021, tem constantemente afirmado que a região é de uso coletivo de seus cooperados. Todavia, Antônio Soares possui extensa documentação comprovando a verdadeira posse, dos 2.350 hectares - dos quais 500 foram vendidos para Antenor.
A terra, que ultrapassa 9 mil hectares é fruto de desejo da cooperativa que alega estar lá há mais de 100 anos - o que não condiz com seu ano de fundação, tão pouco com o período em que o espaço que há 50 anos permaneceu alagado, até que em 2021 secou e trouxe matéria orgânica capaz de fornecer nutrientes que permitam a criação do gado com baixo custo.

“O desejo deles nessas terras é o Capim Arroz ele cresce e sempre permanece acima da água, ao contrário das demais vegetações que não resistem aos alagamentos. Dessa forma o Capim Arroz tem grande valor tanto nas águas quanto na seca”, explicou Antônio.

Na última quarta-feira, 17 a cooperativa alegou que trabalhadores braçais estariam fazendo uma cerca ilegal no referido local e que ao tentarem impedir a mesma, teriam sido agredidos.

Diferente do ocorrido, Antônio possui documentos que comprovam que a cerca, construída por Antenor está dentro de sua propriedade vendida para Antenor. Todavia, mesmo com diversos documentos atestando a legitimidade da posse, envolvidos na cooperativa tentam impedir o idoso e sua família de permanecerem no local. Uma das tentativas do grupo é imputar que o local pertence à Baía de Chacororé em Barão de Melgaço e que isso agrediria o meio ambiente.

“Ao contrário do divulgado, o imóvel em questão não pertence a Barão de Melgaço e tão pouco a Baía de Chacororé. Trata-se na verdade da Fazenda Palhaça, localizada no Distrito de Mimoso, distante 8 quilômetros da citada Baía. A simples utilização indevida da localidade, está sendo usada por um grupo de pessoas, incluindo a cooperativa, instalada nas proximidades há aproximadamente três anos, com a nítida tentativa de manobrar a opinião pública para apossar-se da propriedade de um idoso de 87 anos”, destacou Antenor por nota.

Veja vídeo e nota na íntegra;