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POLÍCIA Segunda-feira, 14 de Agosto de 2023, 08:46 - A | A

Segunda-feira, 14 de Agosto de 2023, 08h:46 - A | A

OPERAÇÃO HORUS

Assaltante de banco investigado em MT é preso em RO com fuzis e armamento de uso restrito

O Bom da Notícia/ com assessoria

Um criminoso de alta periculosidade e alvo de investigações da Polícia Civil de Mato Grosso por envolvimentos em roubos a bancos foi preso em Porto Velho (RO), na manhã desta sexta-feira (11.08), durante a Operação Horus, deflagrada pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) e Delegacia Especializada de Crimes Contra o Patrimônio do estado de Rondônia. 

O investigado Wellington Xavier de Campos Paulucci “ O Boi “ de 44 anos, foi flagrado em posse de fuzis armados de uso restrito. Ele é apontado como comparsa de Sílvio César de Araújo, o  “Cabelo de Bruxa”  maior assaltante de bancos de Mato Grosso, que foi preso na última quarta-feira (09) em Manaus (AM).

Após a troca de informações entre os policiais da Gerência Estadual de Polinter (Gepol) em Cuiabá e Denarc/RO, além de autuação em flagrante foi dado cumprimento ao mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá, em que o capturado foi sentenciado a 20 anos e três meses de reclusão em regime fechado.

Na operação da Polícia Civil de Rondônia foram presas três pessoas, sendo dois homens e uma mulher. Com eles foram apreendidos fuzil, pistolas, munições, coletes balísticos e veículos com placa clonada. Segundo as investigações, os presos fazem parte de um grupo especializado em assaltos da modalidade “ Novo Cangaço”, que vinha agindo na prática de crimes naquele estado.

De acordo com o diretor do Denarc, Raimundo Mendes de Souza Filho, as investigações apontam que os criminosos teriam envolvimento com o arrombamento do laboratório da Polícia Técnica Científica, que ocorreu no dia 11 de julho, quando bandidos invadiram a “sala forte”.

Os suspeitos também são investigados pela participação no roubo em um hangar do Aeroclube de Porto Velho, ocorrido no dia 9 de abril, quando criminosos fortemente armados renderam os passageiros e levaram bagagens e objetos de alto valor agregado de uma aeronave que estava no hangar. 

Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança e monitoramento do local que captaram quando os criminosos encapuzados, fardados de policiais e portando ostensivamente fuzis, invadiram o hangar de aviões para roubar ouro.

Investigações em MT

Após receber a informação da prisão do foragido, a Gerência Estadual de Polinter identificou que um dos presos em Porto Velho foi alvo de diversas investigações instauradas pela Polícia Civil de Mato Grosso, com várias passagens criminais, por envolvimento em roubos a bancos na modalidade "Novo Cangaço" praticados em anos anteriores.

Ele é apontado como comparsa do assaltante de bancos que era o mais procurado no estado, Sílvio César de Araújo “Cabelo de Bruxa”, preso na última quarta-feira (09.08), em Manaus (AM), pela Polícia Federal.

O várzea-grandense, de 44 anos de idade teve o mandado de prisão expedido em Mato Grosso durante a “Operação Lacraia", que levou à prisão 11 integrantes da quadrilha chefiada por Sílvio César de Araújo, em janeiro de 2011, que agia fortemente em roubos a bancos.

Os presos tiveram a participação identificada nos assaltos a agências do Banco do Brasil das cidades de Aripuanã, no dia 3 de março de 2010, Nova Mutum, em 02 de junho de 2010, e Campo Novo do Parecis, no dia 2 de dezembro de 2010. No roubo a Campo Novo dos Parecis, policiais fizeram um cerco nas imediações da agência atacada e houve confronto com os criminosos. Na troca de tiros, o delegado de Policia, Eder Cley de Santana Leal, foi atingido na perna.

Armeiro com vasta experiência, Wellington foi detido em outubro de 2022 e autuado em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso com um arsenal de armas de fogo de grosso calibre que seria usado em assaltos a bancos.

Em 18 de abril de 2016, participou ativamente do assalto na agência do Banco do Brasil de Sonora, em Mato Grosso do Sul, quando sete integrantes do grupo explodiram o banco deixando um rastro de destruição e um prejuízo estimado em R$ 1 milhão.