Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026

CIDADES Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 15:00 - A | A

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CAST DO BOM

Empresas fecham por falhas na liderança, e não apenas pelo mercado, diz mentora

Cris Mattos/O Bom da Notícia

Muitas empresas encerram as atividades antes mesmo de completar cinco anos de existência. Embora fatores econômicos e oscilações do mercado sejam frequentemente apontados como vilões, a mentora de desenvolvimento humano e empresarial Simone Bernardino defende que, na prática, o problema costuma estar dentro de casa: na liderança e na gestão.

O tema foi abordado durante o Cast do Bom. Segundo ela, há sinais claros de que o negócio não vai bem, mas que muitas vezes são ignorados pelos próprios fundadores.

“Existem sinais e a gente não enxerga, porque às vezes está tão apaixonado pelo negócio, que parece relacionamento amoroso. E aí você não enxerga detalhes”, afirma.

Para Simone, o momento de fechar as portas é ainda mais desafiador do que o de abrir uma empresa. Isso porque envolve enfrentamento interno e reconhecimento de falhas.

“Porque você tem que assumir várias coisas: eu fui incompetente? Eu não tive visão? Faltou preparo? Eu não fui um líder eficaz? Quais lacunas eu não enxerguei? Por que eu me auto-sabotei? São perguntas internas que o líder, o CEO, o dono da empresa pequena enfrenta em um embate profundo com a alma dele”, explica.

De acordo com a mentora, esse conflito envolve crenças, medos e valores pessoais, que impactam diretamente as decisões estratégicas e a condução do negócio.

A importância da origem da empresa

Além da liderança, Simone destaca outro ponto que considera essencial para a saúde organizacional: o respeito à origem da empresa. Ao falar em origem, ela se refere às raízes do negócio - quem fundou, quem idealizou, quem foi o primeiro sócio ou responsável por tirar a ideia do papel.

A mentora destacou o caso de uma grande empresa brasileira do setor de eletrodomésticos que foi parcialmente vendida para um grupo alemão. Segundo ela, uma mudança simbólica gerou impacto direto nos resultados.

“A primeira coisa que tiraram foi a foto do fundador. Um gesto simples. O que aconteceu? Lá na ponta, as vendas caíram. Perdeu-se a credibilidade. Isso é mensurado: eletrodomésticos vendidos a menos, faturamento reduzido”, relata.

Diante do cenário, a mentora foi chamada para analisar a situação. A solução, segundo ela, também foi simbólica.

“Propus recolocar no campo a presença do criador da empresa. Quando o gestor percebeu, disse: ‘já sei a solução’. Vamos colocar o quadro novamente e apresentar o novo momento. Com esse ato, ele estava dizendo para a equipe: nós respeitamos a nossa história, temos uma origem”, conta.

Para Simone, reconhecer e valorizar as raízes do negócio fortalece a identidade organizacional e impacta diretamente o desempenho da empresa. “O respeito à origem é a primeira lei. Quando ela é honrada, a empresa tem base para crescer”, conclui.

Imersão

Neste sábado (28), Simone Bernardino realiza a imersão estratégica Tour Semear – Semear Business Day, em Cuiabá. O evento é direcionado a empresários consolidados e novos empreendedores que buscam estrutura para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais competitivo.

O evento será realizado na Villa Grecco, no bairro Quilombo. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo Instagram @simonebernardinooficial. A participação é restrita, e as vagas são preenchidas por ordem de confirmação.

Assista o Cast do Bom

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