As filhas da professora Luciene Naves, de 51 anos, morta a tiros pelo ex-marido no início desta semana, em Cuiabá, afirmam que o botão do pânico disponibilizado à vítima chegou a ser acionado antes do crime, mas, segundo elas, não houve uma resposta que evitasse a tragédia. O relato foi dado em entrevista à TV Centro América, nesta quarta-feira (18).
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito, Paulo Bispo, de 63 anos, invadiu a residência após desligar a energia elétrica do imóvel e aguardou a vítima no portão. Luciene foi atingida por dois disparos no tórax e morreu ainda no local.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que a professora possuía medidas protetivas em vigor. No entanto, conforme o órgão, no dia do feminicídio não houve registro de acionamento do botão do pânico, nem chamadas à Patrulha Maria da Penha ou ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) pelo telefone 190. A equipe especializada foi acionada apenas por terceiros, depois do crime.
Histórico de denúncias
Segundo informações oficiais, a vítima havia procurado a polícia em agosto de 2025 para denunciar ameaças do ex-marido, quando solicitou medidas protetivas de urgência. Meses depois, em outubro, ela voltou a acionar o botão do pânico após novas intimidações. Na ocasião, policiais militares atenderam a ocorrência e orientaram que fosse registrado um novo boletim por descumprimento das medidas.
Com a formalização da denúncia, a Polícia Civil comunicou o caso ao Ministério Público e ao Judiciário. A decisão judicial resultou em advertência ao agressor, mantendo o dispositivo eletrônico com a vítima, mas sem inclusão de acompanhamento pela Patrulha Maria da Penha.
O caso segue sob investigação.
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