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POLÍCIA Terça-feira, 22 de Setembro de 2020, 13:14 - A | A

Terça-feira, 22 de Setembro de 2020, 13h:14 - A | A

SEM REQUISITOS

MPMT posicionou contrário ao pedido de prisão de advogado denunciado por agredir mulheres

O Bom da Notícia

Na decisão de segunda-feira (21), o juiz Jamilson Haddad, da vara Especializada de Violência Doméstica do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) posicionou-se contrário ao pedido de prisão preventiva do advogado Cleverson Contó interposto pela defesa da empresária Mariana Vidotto. A mulher acusa Contó de estupro e agressão física e verbal.

Em seu posicionamento, o MPMT alega não ser a favor da detenção por não enxergar os requisitos mínimos que possam justificar a prisão do advogado e não apontam nomes de vítimas.

Além da restrição de liberdade de Cleverson, a defesa da empresária solicitou que fosse realizada busca e apreensão na casa e no local de trabalho do advogado.

A justificativa da vítima é de que, por meio das diligências, seria possível apreender celulares, computadores, notebooks e tablets, visando colher material probatório em relação às ameaças de divulgação de conteúdo sexual que supostamente teria cometido por Contó.

O Ministério Público solicitou que a empresária seja intimada para apresentar aos autos, por meio de termo de declaração ou boletim de ocorrência, informações acerca do local e hora dos fatos em relação as supostas ameaças de divulgação de material de conteúdo sexual com imagens da requerente, para maior esclarecimento do citado no pedido.

Conforme a defesa do advogado, patrocinada por Eduardo Mahon, foi evidencializada a fragilidade das acusações pela falta de oferecimento de ação penal por parte do Ministério Público.

O caso

Um grupo de mulheres se reuniu na semana passada, na capital, para denunciar uma série de agressões que teriam sido cometidas pelo advogado Cleverson Campos Contó. Elas relataram abusos físicos, psicológicos, sexuais e patrimoniais. Uma das denúncias - uma representação criminal - foi feita na Vara Especializada da Violência Doméstica do Ministério Público Estadual (MPE).

Os relatos apontam que, rotineiramente, em relações distintas, o advogado teria o hábito de agredir suas companheiras. Socos, pontapés, empurrões, puxões de cabelos, relações sexuais forçadas, xingamentos e tapas eram constantes na vida das mulheres que se relacionaram com o advogado.