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POLÍTICA Quarta-feira, 27 de Setembro de 2023, 17:00 - A | A

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DENÚNCIA

Ao apresentar Moção de Aplausos à magistrado, Dilémario aponta ‘dedo de Emanuel’, em matérias contra Perri

Da Redação do O Bom da Notícia

Esta semana, no plenário da Câmara, o vereador Dilemário Alencar (Podemos) disse acreditar na ‘interferência’ do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), nas matérias recentes veiculadas contra o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em sites nacionais e locais. O que culminou, inclusive, na abertura de uma investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), contra ele, sobre suposta conduta do magistrado por ter aberto uma empresa de mineração e participado de votação em ação que pretendia barrar uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa que pretendia liberar a atividade garimpeira em áreas de reserva legal.

Ainda de acordo com o vereador do Podemos,  a justificativa para a perseguição contra o magistrado seria por força de sua relatoria, em processo na Corte de Justiça de Mato Grosso, que resultou na determinação da Intervenção na Saúde de Cuiabá pelo Estado e, sobretudo, por sua prorrogação até 31 de dezembro.

"Essa fake news tem que ser investigada pela Polícia, para que os autores sejam identificados e punidos. Tudo leva a crer que esse ataque pode ter o dedo do prefeito. Tudo leva a crer que o autor ou autores desta covarde fake news são de pessoas contrariadas com a decisão do Perri de ter decretado intervenção na Saúde de Cuiabá, ", denunciou.

"Notadamente, querem constrangê-lo em relação a futuros julgamentos sobre a intervenção. Mas vão quebrar a cara, pois o desembargador Perri não vai se intimidar”, completou.

O desembargador Orlando Perri - considerado entre seus pares como um magistrado de linha dura -, revelou esta semana, por meio de nota que o processo no CNJ não deverá atingi-lo, porque não pode ser arguido de suspeição segundo o Código de Ética da Magistratura e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Porque pautado em suas regras o fato de ser desembargador não o restringe de ter uma atividade empresarial, desde que ele não desempenhe diretamente atividade de gerência ou cargo de direção.

Apontando ainda na nota, que sua participação empresarial é na qualidade de cotista, e que ela está devidamente inserida na declaração de Imposto de Renda. “Não serei amordaçado. Cumprirei o meu dever enquanto vida tiver. A minha índole e dignidade permanecem intactas”, disse o magistrado em nota.

"A pretensão de notícia enganosa e desvirtuada não retirará a permanente atuação deste magistrado. A tentativa de silenciar ou impedir a jurisdição jamais alcançará o seu intento. Em respeito à sociedade mato-grossense e à verdade, compete esclarecer os pormenores legais desconsiderados pelas notícias sensacionalistas, em desfavor deste magistrado", ainda diz Perri.

Sob este mesmo olhar, Dilemário Alencar afirma que as denúncias apresentadas sinalizam de que as informações tenham partido 'a mando da prefeitura'.

“Portanto fica evidenciada a fake news. A turma que conspira contra a intervenção não se conforma com o enorme bem que o Perri fez ao povo de Cuiabá, pois com a intervenção está sendo possível salvar milhares de pessoas que estavam agonizando nas UPAS, HMC, Hospital São Benedito, PSFs e Policlínicas devido à falta de médicos e remédios básicos, como uma simples Dipirona, e que enfrentavam a fila da morte da central de regulação por espera de cirurgias”, disse.

A fala de Dilemario ocorreu quando o parlamentar apresentou na Câmara Municipal, uma Moção de Aplausos ao desembargador Orlando Perri pelos relevantes serviços que ele tem prestado à sociedade.

“Estou apresentando neste Legislativo uma Moção de Aplausos ao desembargador Orlando Perri pelos relevantes serviços que ele tem prestado ao povo de Cuiabá, através do seu trabalho no Poder Judiciário. Com a intervenção, ele tirou das mãos dos corruptos os cofres da saúde e possibilitou a instituição de uma equipe interventora para fazer a recuperação do caos deixado pela gestão do atual prefeito, que só em dividas, deixou uma herança maldita de mais de RS 350 milhões”, disse.

O caso

A investigação teve início após uma denúncia anônima sobre Perri ser sócio de diversas empresas de mineração e exploração de metais preciosos. Uma das empresas é a MPV Participações Ltda, que tem como sócio-administrador, o servidor público comissionado da Casa Civil de Mato Grosso, Willian Marcel de Moura Grunemberg.