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POLÍTICA Segunda-feira, 08 de Janeiro de 2024, 17:05 - A | A

Segunda-feira, 08 de Janeiro de 2024, 17h:05 - A | A

PÓS INTERVENÇÃO

‘Emanuel não tem moral para falar de gestão de saúde ou criticar intervenção’, alfineta Fábio Garcia

Luciana Nunes/ O Bom da Notícia

À imprensa, na última sexta-feira (5), o secretário da Casa Civil Fábio Garcia (UB), voltou a dizer que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) ‘não teria moral’ para falar sobre a gestão da equipe interventora, na saúde de Cuiabá.

O comentário de Garcia ocorre após Pinheiro adotar um discurso de crítica aos trabalhos do Gabinete de Intervenção que geriu a Saúde de Cuiabá durante 10 meses, de março a 31 de dezembro, em 2023.

“O prefeito Emanuel Pinheiro não tem moral para poder falar sobre gestão da saúde pública de Cuiabá. Porque das 19 operações policiais por desvio de dinheiro público ocorrido na prefeitura, 15 foram na saúde pública. Quem roubou dinheiro da saúde não constrói saúde, mas a desmantela”, disse Garcia.

Ao fazer questão de ressaltar que a Intervenção na Saúde, pelo Estado, só teria ocorrido devido à situação caótica que o prefeito Emanuel Pinheiro deixou a Pasta na capital, o que levou a Corte de Justiça a deternina-la, por meio de seu Colegiado.

“Eu já disse várias vezes que o Emanuel Pinheiro foi responsável pelo desmantelamento da Saúde de Cuiabá. E que a intervenção só foi determinada pelo poder judiciário, pedida pelo Ministério Público, devido à situação caótica que o prefeito Emanuel Pinheiro deixou a saúde de Cuiabá”, acrescentou.

Para Garcia a intervenção cumpriu o seu papel e todas as exigências feitas pela Justiça. E que, assim, cumprida esta etapa, ela foi devolvia ao município em 1 de janeiro de 2024.

“A intervenção cumpriu com a determinação toda do poder judiciário, por isso que houve a decisão pelo fim da intervenção. Porque tudo aquilo que era obrigação imediata, a intervenção fez, então havendo cumprido foi determinado o retorno da Pas à administração municipal”, completou.

A intervenção na Saúde de Cuiabá foi decretada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em março de 2023, a princípio por 90 dias, mas foi prorrogada até 31 de dezembro. O pedido foi formulado pelo Ministério Público Estadual (MPE), após receber uma representação apontando uma série de irregularidades que ocorriam desde 2018 e resultaram no colapso do sistema, deixando a população desassistida.

No último dia 18 de dezembro, o desembargador Orlando Perri homologou um TAC que suspende a intervenção a partir de janeiro.