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POLÍTICA Terça-feira, 23 de Maio de 2023, 09:40 - A | A

Terça-feira, 23 de Maio de 2023, 09h:40 - A | A

MEDICAMENTOS

Justiça manda soltar suspeitos de esquema na Saúde em VG; Kalil exonera superintendente

Redação do O Bom da Notícia

O juiz da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, Abel Balbino Guimaraes, soltou o ex-superintendente da Atenção Secundária da Saúde de Várzea Grande, Oswaldo Prado Rocha; o empresário e dono da distribuidora Disnorma, Fernando Gomes de Almeida Metelo; e os farmacêuticos Jackson Alves Lopes de Souza e Ednaldo Jesus da Silva.

Eles foram presos durante Operação Fenestra, por suposta participação em desvio de medicamentos na Saúde de Várzea Grande, nesta segunda-feira (22).

O magistrado substituiu a prisão dos dos alvos por medidas cautelares. Eles estão proibidos de manter contato com os demais investigados e de acessar ou frequentar repartições públicas a Prefeitura de Várzea Grande e a UPA do Ipase; devem comparecer periodicamente em Juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividade; e estão proibidos de deixarem a Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução.

Já o prefeito emedebista, Kalil Baracat optou por medidas mais drásticas, ao exonerar Oswaldo Prado Rocha da superintendência da Saúde. A demissão consta na edição extra do Diário Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso, desta segunda.

"KALIL SARAT BARACAT DE ARRUDA, Prefeito Municipal do Município de Várzea Grande, Estado de Mato Grosso, no uso das atribuições legais e na conformidade com as disposições do artigo 69, inciso VI, da Lei Orgânica Municipal; RESOLVE: EXONERAR, a pedido, Osvaldo Prado Rocha, do cargo em Comissão de Superintendente - DNS 03, na Secretaria Municipal de Saúde", cita trecho da decisão

 O caso

Conforme as investigações da Delegacia de Combate do Crime Organizado (Deccor) da Polícia Civil, Oswaldo comandava um esquema de desvio de medicamentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, em Várzea Grande.

Segundo a polícia, os desvios começaram a acontecer no período da pandemia de Covid-19. O superintendente autorizava a saída dos medicamentos para um empresário, que pagava propina, por meio de "laranjas" ao superintendente e outros dois farmacêuticos.

Os pagamentos ilícitos eram feitos através de transferências bancárias e compra de veículos, para assim ocultar a origem do dinheiro do crime.

A Deccor identificou alteração irregular no sistema de dados relacionados ao controle de saída de medicamentos da UPA Ipase para ocultar a dispensa ilícita de remédios, sendo inclusive dispensado medicamentos para paciente já falecidos.