Quarta-feira, 24 de Julho de 2024

POLÍTICA Sexta-feira, 03 de Março de 2023, 09:48 - A | A

Sexta-feira, 03 de Março de 2023, 09h:48 - A | A

SAÚDE EM COLAPSO

Michelly acredita que intervenção volta, ao apontar farta documentação sobre erros na Saúde da capital

Luciana Nunes/ O Bom da Notícia

A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) disse em entrevista ao Cast do Bom, no estúdio do O Bom da Notícia, nesta quinta-feira(23), que acredita que seja retomada a intervenção estadual na saúde de Cuiabá, por conta da má gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) 

"Eu acredito que deva voltar, eu me posicionei dizendo que nós tínhamos elementos suficientes para embasar uma intervenção. São 70 mil documentos passados pela intervenção em sete dias [... ] Mas do que isto é as pessoas indo procurar atendumento nas unidades de saúde e não encontram nem médicos, nem medicamentos. Tem gente morrendo", disse.

Ao ainda afirmar que Pinheiro coloca a culpa em todos seja servidores, governo, terceirizados como forma de se eximir da culpa e de sua má gestão como prefeito.

“O prefeito coloca a culpa de sua má gestão em todos: servidores, governo do estado, terceirizados, mas enquanto não assumir seus erros e sua responsabilidade, o caos na saúde não vai mudar, a situação só vai piorar, e a população vai continuar sofrendo”, acrescentou. 

Ao destacar que a intervenção não tem viés político e, sim, a responsabilidade de buscar alternativas para melhorar ou amenizar o colapso da saúde na Capital. 

"Deixou de ser político há muito tempo. Político é o gestor que não colocou o que deveria. O que a gente quer é médico nas unidades, que as pessoas encontrem remédios que precisam. Isso não é político, quando brigamos tem gente gente padecendo. Gente pelo amor de Deus quem vai na UPA de madrugada passear? Obviamente, quem está lá de madrugada é porque está passando mal. É inconcebível dizer que isso é político", completou. 

Entenda a intervenção

No dia 23 de fevereiro a intervenção voltou a ser discutida na Corte de Justiça em Mato Grosso em sessão extraordinária convocada pelo desembargador Orlando Perri, que é o relator da ação. Mas depois do pedido de vistas compartilhado pelos desembargadores Rubens de Oliveira e Juvenal Pereira, o processo deverá ser retomado no Órgão Especial do Tribunal de Justiça no próximo dia 9 de março.

Mas antes do pedido de vista compartilhado, cinco desembargadores proferiram o seu voto acompanhando o relator do processo, desembargador Orlando Perri, que votou favorável à intervenção estadual na Saúde de Cuiabá.  Os cinco desembargadores que acompanharam o relator foram os desembargadores Paulo da Cunha, Rui Ramos, Carlos Alberto Alves da Rocha e Maria Erotides Kneip acompanharam o voto do relator, Orlando Perri.

Outros seis desembargadores –  Márcio Vidal, Guiomar Teodoro Borges, Clarice Claudino, João Ferreira Filho, Carly Marcondes e Antônia Siqueira -, decidiram aguardar o retorno do pedido de vistas para se posicionarem sobre o assunto.

O Governo do Estado comandou a Saúde do município, entre os dias 28 de dezembro a 6 de janeiro, depois de decisão monocrática do desembargador Orlando Perri. Porém, a decisão foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após recurso impetrado pela Prefeitura de Cuiabá.

Vale lembrar que no dia 6 de janeiro a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, acatou recurso da Prefeitura de Cuiabá suspendendo a intervenção na Secretaria de Saúde de Cuiabá, sob a justificativa, entretanto, que somente o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso poderia, por meio de seu colegiado, decidir sobre a intervenção.

Perri que determinou a Intervenção do Governo, em Cuiabá, em decisão monocrática, apontou em sua explanação o número de vidas humanas em perigo diante da falta de médicos e medicamentos na Saúde de Cuiabá, assim seria "imprescindível" a retomada da intervenção na Saúde, pelo Estado.  

O Cast do Bom com a vereadora Michelly Alencar contou com a importante participação de Bábara Lenza, advogada para Mulheres e uma profunda estudiosa dos Direitos da Mulher. 

Veja a entrevista