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POLÍTICA Quinta-feira, 05 de Novembro de 2020, 11:33 - A | A

Quinta-feira, 05 de Novembro de 2020, 11h:33 - A | A

NA CÂMARA

Revista com obras inacabadas vira alvo de CPI em Lucas do Rio Verde

O Bom da Notícia

A Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde (350 km de Cuiabá) instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as possíveis irregularidades na confecção de uma revista de prestação de contas pela prefeitura. Além do material ser veicular três meses antes da eleição, o que pode indicar crime eleitoral, os vereadores apontam a citação de obras que sequer foram conclusas.

Vale lembrar que a produção do material foi autorizada pelo prefeito e candidato à reeleição Luiz Binotti (PSD). Ao todo, foram 30 mil exemplares, que chegaram às mãos dos moradores da cidade em julho deste ano.

O vereador Wagner Godoy (DEM) explica que a publicação tem uma série de irregularidades, que foram identificadas desde agosto, quando foi protocolado um requerimento na prefeitura pelos vereadores. Eles queriam saber quanto o material custou.

Algum tempo depois, a gestão informou o valor de R$ 130 mil, o que Godoy considera alto. “Queremos estudar todo o processo porque se trata de dinheiro público e o mau uso é crime”, afirma.

De acordo com o vereador, o valor usado na revista poderia ser aplicado em áreas que estão em situação crítica como a Saúde. “Poderíamos contratar pediatras e ginecologistas que estão em falta na rede pública”, acrescenta.

(Foto: Ednilson Aguiar/Assessoria)

Creche CEI Darcy Ribeiro – Bairro Parque da Emas (2).jpeg

 

Obras inacabadas

Entre as obras inacabadas citadas na revista está a Escola Municipal Cora Coralina, que já deveria ter sido entregue, porém recebeu um aditivo de prazo e valor de quase R$ 400 mil.

No rol, inclui-se ainda a Creche Darcy Ribeiro, que nem teve o alicerce levantado.

Outras obras inconclusas são a unidade do Programa Saúde da Família do bairro Vida Nova e o Laboratório Municipal. O primeiro está em fase de acabamento e o segundo nem iniciado foi.

Godoy ressalta que além das suspeitas de propaganda eleitoral irregular, mau uso do dinheiro público e fakenews, existem indícios do descumprimento de uma lei municipal que proíbe a divulgação e inauguração de obras inacabadas pela prefeitura.