São Paulo liderou, em números absolutos, os casos de feminicídio no país em 2025, segundo reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo, com base em dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta terça-feira (20.1). Foram 253 casos registrados no estado paulista.
Além de São Paulo, estão entre os 10 Estados com mais casos, Minas Gerais (133), Bahia (110), Paraná (109), Rio de Janeiro (107), Pernambuco (76), Rio Grande do Sul (73), Maranhão (69), Goiás (56), Pará (52) e Santa Catarina (51). Os dados são referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2025.
Conforme a Folha de SP, Mato Grosso desponta na 12ª posição.
Em nível nacional, o Brasil registrou um novo recorde de feminicídios, com pelo menos 1.470 ocorrências em 2025. Conforme a reportagem, os números representam uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. Em 2024, foram 1.464 casos.
A matéria da Folha de S. Paulo cita ainda o Pacote Antifeminicídio, de autoria da senadora Margareth Buzetti, que aumentou as penas dos crimes de feminicídio para até 40 anos de reclusão – maior pena do Código Penal atualmente em vigor no país.
O que você vai encontrar no relatório
O Núcleo de Opinião Pública, Pesquisa e Estudos realizou a pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado – 3ª edição, que ajuda a compreender como a violência de gênero se manifesta no cotidiano das mulheres no Brasil. E os dados são assustadores. A pesquisa mostra que metade das mulheres brasileiras já sofreu algum tipo de violência ao longo da vida.
Quando o tema é detalhado, os números crescem: 43% relataram violência psicológica, 37% violência moral, 22% violência física e 14% violência patrimonial. Em casos de violência sexual, um dado especialmente grave: 42% das mulheres afirmam que o agressor era o próprio companheiro. As consequências não acabam no momento da agressão, 69% relatam impactos emocionais e psicológicos duradouros.
Mesmo com esse cenário, a violência segue silenciada. Embora 91% das mulheres conheçam a Lei Maria da Penha, 71% não denunciaram e 58% não buscaram qualquer tipo de ajuda. Medo, culpa, dependência emocional ou econômica e desconfiança nas instituições ainda impedem que muitas vítimas rompam o ciclo da violência.
Alerta
Após o caso de assédio exibido no Big Brother Brasil, da TV Globo, no início desta semana, esses dados precisam ser levados a sério. O que aparece como “episódio isolado” na TV reflete uma realidade estrutural vivida diariamente por milhões de mulheres fora das câmeras. Não é exceção, é padrão. Ignorar, minimizar ou normalizar esse tipo de comportamento reforça a violência. Os dados mostram que o problema é profundo e exige reação imediata da sociedade, das instituições e dos meios de comunicação. Violência contra mulheres não pode ser tratada como entretenimento.
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