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'SINDICATO ESTÁ SENDO AUTORITÁRIO' 04.07.2019 | 16h:47

Após grevistas fecharem entrada da Seduc, Mendes promete buscar Justiça contra sindicato

Por: Rafael Machado - O Bom da Notícia

Tchélo Figueiredo / Secom-MT

Tchélo Figueiredo / Secom-MT

O governador Mauro Mendes (DEM) disse que o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) foi autoritário e desrespeitoso com os demais servidores após a categoria, que está em greve há de 40 dias, fechar a entrada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) impedindo a entrada de servidores.

 

Em coletiva na tarde desta quinta-feira (4), no Palácio Paiaguás, inicialmente para falar sobre o projeto de lei dos Incentivos fiscais, encaminhado ao Legislativo, em meio a muita polêmica do agronegócio e ainda sobre os novos investimentos da indústria, em Mato Grosso, Mendes acabou, no entanto, não conseguindo fugir da questão da greve dos professores que estão há 40 dias com as atividades paralisadas. 

Irritado, Mendes prometeu buscar o Judiciário após os professores realizarem uma manifestação nesta quinta, fechando a entrada da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). De acordo com o gestor democrata, ele não irá tolerar esse tipo de ação e que pretende acionar a Justiça para evitar que atos como este voltem a ocorrer.

 

“Isso é um desrespeito a democracia, um desrespeito ao direito que todos nós temos de ir e vir. O sindicato está sendo autoritário, está sendo desrespeitoso com colegas do próprio segmento da educação que trabalham ali[Seduc]. Não podemos mais tolerar esse tipo de coisa, nós estamos acionando o poder judiciário, mas eu não precisaria faze-lo, porque o direito de ir e vir ele tem que ser garantido”, disse.

Isso é um desrespeito a democracia, um desrespeito ao direito que todos nós temos de ir e vir. O sindicato está sendo autoritário, está sendo desrespeitoso com os seus colegas do próprio segmento da educação que trabalham ali.

 

Os profissionais da Educação estão em greve há 40 dias. Eles reivindicam cumprimento da Lei 510/2013, que trata sobre aumento salarial, e o pagamento dos salários cortados durante o período de greve.

 

Mendes afirmou que o Estado não tem condições financeiras de atender as reivindicações.

 

O governador encaminhou um documento apresentando as razões pelas quais o Estado está impedido, legalmente, de conceder o aumento salarial dos profissionais da Educação Pública.

 

As informações não foram aceitas pela categoria que decidiu manter a greve.

 

Corte de ponto

 

Sobre o corte de ponto dos servidores que aderiram à greve, o governador reafirmou que está seguindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no tocante ao Recurso Especial 693456/2016, que trata do corte de ponto de grevistas.

 

“Nós estamos cortando ponto porque a suprema corte desse país, o STF, já decidiu essa matéria e disse claramente que o Poder Público tem o dever de cortar o ponto daqueles que fazem greve, a não ser que a greve seja ilegal, eles foram no tribunal [TJMT] e o tribunal disse que podem cortar e ai vocês querem o que?”, questionou.

 

Em uma das tratativas de encerrar a greve, o governador chegou a propor o fim do corte desde que os servidores retornassem aos trabalhos, o que não foi aceito pela categoria.

 

Pivetta

 

Na tarde de quarta-feira, o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) reuniu com representantes do sindicato para chegar a um entendimento para encerrar a greve.

 

Segundo o Sintep, Pivetta se mostrou preocupado com o impasse e se tinha comprometido a buscar diálogo com o governador e equipe, para a construção de resposta para a categoria.

 

Sobre a atuação do vice, o governador disse que ele sempre esteve presente nas tratativas e que Pivetta faz parte de um grupo, designado por Mauro.

 

“Pivetta sempre participou das negociações. Nós temos um grupo dentro do governo que está designado para isso, ele faz parte desse grupo, já participou de outras reuniões, não foi a primeira reunião que ele participou, ele participou de praticamente quase todas as reuniões desse grupo de trabalho composto por seis secretários, alguns da comunicação, então, continua normal nós estamos dialogando com todo mundo, agora eu não vou deixar de cumprir aquilo que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal”, finalizou. (Reportagem local - Rafael Medeiros)

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