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ESCUTAS ILEGAIS 18.07.2019 | 20h:30

Deputado diz que foi alvo da ‘grampolândia’ por direcionamento político na Operação Sorrelfa

Por: Ana Adélia Jácomo

Câmara dos Deputados

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O deputado federal por Mato Grosso, Juarez Costa (MDB), se manifestou nesta quinta-feira (18), sobre o depoimento do cabo da Polícia Militar,Gerson Corrêa, que confessou em juízo ter feito parte do esquema de escutas ilegais, conhecido como “grampolândia pantaneira”.

 

De acordo com depoimento, Juarez, que é ex-prefeito de Sinop, teve seu telefone grampeado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), durante a Operação Sorrelfa, em 2016, que investigou crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

 

Após tomar conhecimento de que também foi grampeado de forma ilegal, Juarez emitiu nota oficial e informou que já acionou sua defesa e irá pedir compartilhamentos dos depoimentos e acesso aos autos, para que possa se inteirar da denúncia. 

 

Juarez ainda disse que, pelo pouco que ficou sabendo pela imprensa, o depoimento do cabo Gerson deixou claro que houve direcionamento político nas investigações deflagradas na operação em questão. 

 

A ordem para que o esquema de escutas ilegais fosse implantada ocorreu em 2014, quando o ex-governador Pedro Taques (PSDB) era senador da República e concorria pelo Governo do Estado. O objetivo era prever ações de inimigos políticos durante o pleito. 

 

Veja a nota na íntegra: 

 

“A defesa do Dep. Federal Juarez Alves da Costa esclarece que tomou conhecimento, pela imprensa, do depoimento do Cabo PM Gerson Luiz Correia Júnior, prestado na data de 17 (dezessete) de julho/2019, noticiando o direcionamento político das investigações deflagradas na Operação Sorrelfa. Conforme contido na mídia, o testemunho do policial vai ao encontro das alegações do ex-Prefeito, no sentido de que houve intencional tentativa de interferência no processo eleitoral pelos órgãos de investigação, assim como ocorreu na malsinada Grampolândia Pantaneira. Elucida, ainda, que em razão da falta de acesso à íntegra do depoimento do especialista em interceptações telefônicas, está sendo requerido o compartilhamento da prova obtida em juízo para a adoção das medidas judiciais cabíveis”.

 

CABO ENTREGA ESQUEMA

 

Gerson disse, durante audiência com o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Especializada da Justiça Militar de Cuiabá, que irá juntar ao processo, provas de que a interceptação continuou ocorrendo depois de sua saída do órgão. Demonstrando, segundo ele, que o esquema pode estar em andamento. 

 

“Sobre o modus operandi de identificar os terminais telefônicos, quero dizer que esse modo de atuar se arrasta há muito tempo, antes e depois que eu sai. Porque depois que eu sai também permaneceu, e sobre isso não posso deixar de falar sobre essa investigação que se iniciou enquanto eu estava no Gaeco e continuou com as interceptações contra o ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa, hoje deputado federal. Esse mesmo modo de pegar uma decisão judicial alheia a uma investigação e pesquisar com as operadoras de telefonia, ela é demonstrada classicamente nessa investigação contra o então prefeito. E detalhe, às vésperas da eleição, faltando um mês! (...) Essa operação demonstra o modus operandi que eu aprendi no Gaeco, que os policiais aprenderam no Gaeco e que, talvez perpetue até hoje. Quiçá que não, depois do desenrolar dos fatos apurados”, completou o cabo Gerson. 

 

Ele detalhou ainda que a denúncia de que Juarez teve seu terminal incluído na lista dos interceptados veio de dentro do Gaeco, de uma fonte “idônea”, segundo ele.  

 

OPERAÇÃO 

 

Em 2016, o Ministério Público deflagrou a Operação Sorrelfa. Um dos alvos foi o então prefeito de Sinop, Juarez Costa. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Sinop e três em Santa Catarina. As ordens foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

 

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) de Mato Grosso e de Santa Catarina participaram da operação, bem como o Núcleo de Ações de Competência Originária. As buscas foram feitas na prefeitura, no gabinete do prefeito Juarez Costa, e da secretária municipal de Assistência Social, Ivone Costa.

 

A operação ainda não saiu da fase de investigação, e atualmente encontra-se parada na fase de inquérito, portanto nem teve prosseguimento.

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