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DESVIO DE FINALIDADE DE VERBA 17.07.2019 | 18h:55

Em depoimento devastador, cabo denuncia que verba secreta bancava compra de cães e conserto de moto

Por: Rafael Machado e Rafael Medeiros

Rafael Medeiros

Rafael Medeiros

Em depoimento ao juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal Especializada em Justiça Militar nesta quarta-feira (17), o cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa Junior, denunciou que promotores teriam desviado a finalidade de uma verba destinada às investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Segundo Corrêa, o recurso era conhecido como 'verba secreta' que estava sendo utilizada para compra de cães, conserto de moto e manutenção de rastreadores de carros.

 

Gerson Correa é um dos militares investigados no processo relacionado aos grampos telefônicos ilegais ocorridos no estado, episódio que ficou conhecido nacionalmente como grampolândia pantaneira.

 

“Nesse sentido, excelência, alguns episódios ocorridos internamente dentro do Gaeco, deixaram evidenciados que ocorriam tais condutas sem qualquer tipo de fiscalização ou ação de controle por parte da coordenação. Aliás excelência, os fatos que nós tomamos conhecimento, nessa época são graves”.

 

Segundo o militar, esses fatos vem ocorrendo desde a chegada do procurador de Justiça, Paulo Prado, ao Gaeco. “A falta de controle e o desvio de finalidade para com o trato desta verba é evidente para todos os integrantes policiais e servidores que compõem o Gaeco”.

 

Durante a audiência, Gerson explicou que a 'verba secreta' era colocada diretamente na conta de um membro do MP, via adiantamento, quando surgiam demandas operacionais voltadas para as investigações.

 

“A assessora do coordenador realizava os saques para os promotores, que repassava à equipe policiais e no encerramento da demanda das investigações, […], a equipe realizava prestação de contas prestava contas através dos demonstrativos das despesas, seja até com lanchonete”.

 

“A servidora, por sua vez, fazia uma prestação de contas, com o valor integral, ficando à sobra depositada nos cofres do Gaeco. De prestação em prestação, o montante do volume que acumulava no cofre acabava perdendo seu controle real”.

 

O PM ainda disse que soube que o recurso foi utilizado para aquisição de rastreadores de veículos que, segundo ele, deveria ser feito via contrato administrativo, mas era pago com a verba. Gerson ainda nominou os promotores que teriam comprado cães, consertado a moto e feito manutenção de rastreadores com o recurso.

 

"Cito nome Celio Wilson [conserto de moto]. Quem comprou cães? Marcos Regenold. Quem pagava o contrato da CDL e manutenção dos rastreadores? Marco Aurélio de Castro. É desvio ou não é de finalidade?”.

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