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FRAUDE NA EDUCAÇÃO 19.08.2019 | 14h:20

Mais de R$ 1 mi em materiais às escolas indígenas foram desviados da Seduc por agente público

Por: Wellyngton Souza

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O delegado Luiz Henrique Damasceno, da Delegacia Fazendária (Defaz) afirmou na manhã desta segunda-feira (19), em conversa com jornalistas, que há provas documentais e testemunhais de que o servidor público, Francisvaldo Pereira de Assunção, preso hoje durante deflagração da operação Fake Delivery, recebeu material adquirido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ainda em 2014, que deveriam ser entregues para escolas indígenas de Mato Grosso.

 

O delegado contextualizou que no total, a aquisição dos materiais custou cerca de R$ 2 milhões dos cofres públicos, mas que nunca foram entregues ao destino final. Entretanto, R$ 880 mil foram entregues e estocados na Seduc, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). A Defaz investiga ainda o paradeiro de mais R$ 1,1 milhão. 

 

Ocorre que o Franscisvaldo assinou 28 notas atestando a chegada dos R$ 2 milhões de materiais na secretaria, mas R$ 1,1 milhão não foi entregue, não foi levado ao estoque da Seduc. As provas são contundentes contra o Francisvaldo

"Ocorre que o Franscisvaldo assinou 28 notas atestando a chegada dos R$ 2 milhões de materiais na secretaria, mas R$ 1,1 milhão não foi entregue, não foi levado ao estoque da Seduc. As provas são contundentes contra o Francisvaldo. Temos documentos assinados por ele recebendo o material. Boa parte dos materiais teve data de validade vencido por ausência de logística para entregar. A aquisição foi de última hora, às pressas, na transição do Governo.  Do montante total, boa parte não foi estocada e até hoje ninguém sabe onde foi parar", disse durante coletiva à imprensa.

 

Francisvaldo é servidor do Estado, cedido à Assembleia Legislativa. Em 2016, ele foi alvo de uma investigação da Controladoria Geral do Estado, que identificou uma fraude de R$ 5 milhões num contrato da Seduc com a empresa Avançar Tecnologia em Software Ltda, que forneceu um sistema pirata do Windows em computadores de escolas.

 

A CGE chegou abrir um Procedimento Administrativo (PAD) contra Francisvaldo, que à época estava lotado na Seduc era um dos responsáveis pelo contrato. A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu um mandado de prisão preventiva e uma ordem de  busca e apreensão durante a "Fake Delivery". A operação foi deflagrada na manhã desta segunda pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz). 

 

O mandado de prisão foi expedido para o então secretário Adjunto de Administração Sistêmica, à época, Francisvaldo Pereira de Assunção, e as buscas e apreensão na residência da deputada federal Rosa Neide Sandes de Almeida (PT), que era secretária na ocasião da aquisição dos materiais, no final do ano de 2014. O ex-secretário adjunto foi preso com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, em Diamantino. 

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