É melhor ser redundante do que omisso quando assunto, infelizmente, é feminicídio, crime que cresce de forma alarmante em nosso Estado.
A sucessão de casos tem se tornado tão corriqueiro que, a cada novo dia, surge mais um episódio de violência contra a mulher, com requintes ainda maiores de crueldade e dor.
O feminicídio é o assassinato de mulheres motivado pela condição de ser mulher, geralmente associado à violência doméstica e à discriminação de gênero.
Desta vez, a vítima dessa atrocidade e covardia foi a professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, morta a tiros dentro de sua própria casa, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá.
O principal suspeito é o ex-marido, Paulo Neves Bispo, de 63 anos, com quem manteve um relacionamento por 31 anos.
Segundo informações da polícia, após o crime, o homem teria se dirigido à residência da filha, possivelmente com a intenção de cometer outro ato violento.
Diante dessa informação, equipes militares intensificaram o policiamento na região e conseguiram localizá-lo. Durante a tentativa de abordagem, o suspeito armado, atirou contra a guarnição. Ele foi baleado e morreu no local.
Luciene, professora e mãe dedicada, perdeu a vida de forma brutal apenas por decidir colocar fim a um casamento falido. Mesmo amparada por uma medida protetiva, a professora foi assassinada, mais uma vez demonstrando que a violência ignora ordens judiciais e limites legais.
Os números não mentem: em 2025, Mato Grosso registrou 52 casos de feminicídio entre janeiro e dezembro, segundo dados do Ministério Público de Mato Grosso.
Iniciamos 2026 com mais um crime hediondo contra uma mulher.
Infelizmente, nossas leis ainda são brandas, nem mesmo quatro décadas de prisão parecem intimidar esses criminosos. Isso nos leva a refletir se, em casos devidamente comprovados, a prisão perpétua não seria o caminho mais justo diante de tamanha barbaridade.
Professor Licio Antonio Malheiros Jornalista, articulista e geógrafo
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