Janeiro simboliza recomeços, mas nenhum novo ciclo é possível sem atenção à saúde mental. O Janeiro Branco nos convida a tratar esse cuidado como uma necessidade básica, não como algo secundário ou eventual.
Na minha atuação pública, vejo de perto pessoas exaustas, famílias sobrecarregadas e jovens enfrentando a ansiedade em silêncio. O sofrimento psíquico não escolhe idade nem condição social e exige prevenção, acesso e acolhimento, com serviços que funcionem, informação clara e uma rede estruturada, com fluxos definidos, profissionais valorizados e fortalecimento dos CAPS.
Também é fundamental olhar para quem cuida. Pais, mães e familiares de pessoas com deficiência vivem uma rotina de dedicação intensa, muitas vezes sem descanso emocional.
Janeiro Branco também nos chama a romper preconceitos. Ansiedade, depressão e outros transtornos psíquicos não são fraqueza, nem falta de fé. Saúde mental é saúde e exige políticas públicas, orçamento, profissionais capacitados e empatia.
Como vereadora, sigo comprometida em cobrar, propor e fiscalizar ações para que a saúde mental seja uma prioridade permanente. Campanhas são importantes, mas a transformação acontece com serviços funcionando, profissionais valorizados, informação acessível e políticas efetivas.
Neste Janeiro Branco, o convite é simples e urgente: respeite seus limites, busque ajuda profissional quando necessário e pratique a escuta. Como sociedade, precisamos avançar para um cuidado mais humano, responsável e comprometido com a dignidade das pessoas.
Cuidar da mente é um ato de coragem e de responsabilidade com o outro.
Maysa Leão - Vereadora por Cuiabá
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